Saúde

'Temos o maior interesse de que tudo seja esclarecido', diz Leo Prates sobre operação Strike

Vagner Souza/ Arquivo BNews

PF realizou o cumprimento de mandados na sede da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador nesta quinta-feira (9)

Publicado em 09/12/2021, às 09h20    Vagner Souza/ Arquivo BNews    Redação BNews

O secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates (PDT), comentou nesta quinta-feira (9) o cumprimento de mandados na sede da pasta em Salvador pela Polícia Federal.

Também nesta manhã, a PF esteve na casa de Paulo Bittencourt, superintendente do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), um dos contratados pela prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), para gestão complementar de unidades de saúde, UPA e Multicentros.

A ação foi batizada de operação "Strike".

Em entrevista à Record TV Itapoan, Prates salientou que gestão municipal é a maior interessada em que tudo seja esclarecido, e destacou que a pasta tem adotado todas as orientações das autoridades para elevar o nível de transparência e confiabilidade de seus processos licitatórios.

"Estamos acompanhando porque esse é o desdobramento daquela operação de 2018. Mas não só acompanhando, mas tomando medidas", afirmou. Prates citou que a pasta acabou com todos os contratos de gerenciamento clínico existentes com o Instituto de Gestão e Humanização (IGH) no princípio da sua gestão - acordos que, segundo ele, eram basicamente de contratação de médicos.

O secretário também salienta que o município criou um novo padrão de edital de licitação com as recomendações direcionadas à pasta. Prates salienta ainda que, desde julho de 2019, início da sua gestão, a secretaria tem enviado à Controladoria-Geral da União (CGU) "qualquer tipo de documentos".

"Nós temos o maior interesse de que tudo seja esclarecido, e que se houver algum culpado, que pague. Nesse momento, ainda estamos em investigação", avaliou sobre as ações da "Strike".

Prates acrescentou que atualmente a secretaria tem uma auditoria e fiscalização mais forte, seguindo todos os preceitos orientados pelo CGU e Ministérios Públicos - seja estadual ou federal, e que a gestão do prefeito Bruno Reis (DEM) tem o intuito de fazer com que o dinheiro público seja bem aplicado.

O secretário exemplifica que, em relação ao contrato da UPA de Pirajá, a prefeitura realizou um chamamento, no formato que a procuradoria e a CGU indicaram ao município, em processo licitatório.

"Toda a rede, desde o ano de 2020, que nós iniciamos o processo de licitações sobre o novo formato de contrato de gestão para realizar as correções apontadas pela CGU e Polícia Federal", informou.

Por meio de nota emitida nesta manhã, a Secretaria Municipal de Saúde reiterou o tom das declarações de Prates, ao afirmar que vem cumprindo "todas as medidas apontadas pela CGU acerca do contrato firmado entre o IGH para a gestão da UPA de Pirajá, contrato este iniciado no ano de 2016".

"A SMS está colaborando de forma transparente com as investigações e espera que tudo seja esclarecido com brevidade", conclui o texto. O IGH, apontado como responsável pela administração da UPA de Pirajá, teria recebido, de 2016 até julho deste ano, mais de R$ 2 milhões do município.

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