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"Achei que algo pior poderia acontecer", diz turista que viralizou após relatar assédio de camelôs na Barra

Reprodução/Redes Sociais

Em entrevista ao BNews, o turista disse ainda que chegou a pensar que algo pior poderia acontecer

Publicado em 31/01/2022, às 10h54    Reprodução/Redes Sociais    Diego Vieira e Rafael Albuquerque

O turista carioca Kadu Pacheco, que viralizou na internet após relatar a abordagem de vendedores ambulantes no Farol da Barra, em Salvador, afirmou que ficou bastante intimidado e assustado com a situação. Em entrevista ao BNews, o rapaz disse ainda que chegou a pensar que algo pior poderia acontecer.

No vídeo publicado em uma rede social na última sexta-feira (28), que possui mais de 155 mil visualizações, Kadu conta que após muita insistência precisou desembolsar mais de R$ 100 por um colar e uma pintura no braço.

À reportagem, o turista revelou que até tentou fingir ser natural de Salvador para despistar os vendedores, no entanto, não obteve sucesso.

"Eu estava andando no Farol da Barra e logo que eu subi para tirar fotos um rapaz me abordou perguntando se eu era daqui [de Salvador]. Até tentei fingir que eu era daqui, mas ele já veio colocando uma fita do Senhor do Bonfim em meu braço. Eu disse a ele que eu não queria, mas ele disse que era um presente", disse.

Após isso, segundo Kadu, o vendedor ofertou outros colares, mesmo ele afirmando que não queria o produto. "Ainda assim ele colocou um colar em meu pescoço e disse que me daria o colar. Na sequência, ele me ofereceu outros colares por R$ 150, eu recusei e ele ficou insistindo", relembra o turista.

"Eu comecei a ficar intimidado porque ele começou a ficar mais agressivo toda vez que eu dizia que não queria. Daí eu peguei o dinheiro que eu tinha no bolso, R$ 94, e dei pra ele. Sair bastante chateado porque eu não queria ter comprado nada, muito menos por esse valor que eu iria usar para comer depois", acrescentou.

E não parou por aí. Kadu conta que não precisou andar muito para novamente ser abordado por outros ambulantes. Desta vez um homem e uma mulher, sem a sua autorização, teriam pintado os seus braços e pernas com símbolos tradicionais da Timbalada.

Eu dei uns cinco passos e um cara começou a pintar o meu braço. Eu disse a ele que não queria, mas ele disse que seria desrespeito a cultura do Olodum. Enquanto eu falava com ele, veio uma moça e começou a pintar a minha perna. Depois eu perguntei ao homem quanto eu teria que pagar pela pintura e ele disse que sairia por R$ 50. Eu disse a ele que eu não queria [...] falei a mulher que eu não queria também. Peguei R$ 25 no bolso dei a eles e sair rapidamente.

Apesar do ocorrido, ele diz que pretende voltar à capital baiana. "Mesmo com essa situação eu adorei a cidade. Super voltaria e indicaria para os amigos”, diz.

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