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Bahia pode impulsionar reindustrialização de fertilizantes no Brasil; entenda

Sindicato cobra medidas que coloquem o Brasil em posição estratégica do setor  |  Mário Marques/SDE

Publicado em 24/01/2025, às 11h36   Mário Marques/SDE   Publicado por Vagner Ferreira

O Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert) vê na Bahia um grande potencial para a reindustrialização do setor de fertilizantes no Brasil. Com isso, o diretor executivo do sindicato, Bernardo da Silva, e os representantes da Galvani Fertilizantes, Mauricio Bonotto e Fábio Serraiocco, recorreram a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), nesta semana, para cobrar medidas que coloquem o país em uma posição estratégica no setor.

O secretário, Angelo Almeida, ressaltou a importância de trazer o assunto para discussão. “Como gestor da pasta de Desenvolvimento Econômico, entendo a importância desse movimento que fortalecerá a indústria nacional, garantirá a segurança alimentar e contribuirá para a economia do estado e do país, que não tem condições de ser competitivo na produção de alimentos sem fertilizantes. A Bahia tem recursos minerais, gás, abriga o maior complexo químico integrado do Hemisfério Sul, e atrelado a tudo isso, tem a vocação de ser um estado agrícola. Trazer a discussão para dentro do governo é importantíssimo e teremos todo o apoio do governador Jerônimo Rodrigues nesta causa”, apontou.

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O diretor executivo da Sinprifert, Bernardo Silva, disse que o sindicato está em busca de apoio para ampliação dos projetos, e assim, de trazer o protagonismo para todo o estado. “É importante que a Bahia assuma o protagonismo na construção das políticas que vão trazer competitividade para a produção nacional de fertilizante. Viemos pedir apoio do governo baiano na renovação do Convênio 26, que traz a isonomia tributária entre produção nacional e importação de fertilizantes, e com isso viabiliza que os projetos nacionais possam competir de forma igual com os produtos importados”, explicou.

Silva ressaltou ainda que o país realiza cerca de 90% das importações do consumo da agricultura nacional. “Boa parte dos fertilizantes que usamos são de países que têm conflitos geopolíticos como Rússia e Bielorrússia, então a questão de risco de desabastecimento é real. O custo que a importação traz para o Brasil é muito alto, são quase 25 bilhões de dólares. O valor gasto poderia ser investido na expansão da agricultura brasileira, já que não há como o Brasil ser competitivo na produção de alimentos sem fertilizantes”, acrescentou.

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