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Publicado em 11/09/2026, às 05h00 Unsplash / Ilustrativa Redação Bnews
A produção de café na Bahia deve chegar a cerca de 4,7 milhões de sacas em 2026, alta de 5,95% em relação às 4,43 milhões de sacas registradas no ano anterior. A estimativa consta no caderno setorial sobre o café elaborado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste, divulgado nesta quinta-feira (10).
O aumento da produção deve ocorrer praticamente sem expansão da área destinada ao cultivo. A área em produção deve passar de 103,2 mil hectares em 2025 para 103,5 mil hectares em 2026, avanço de apenas 0,3%.
O principal fator para o crescimento é a produtividade. A expectativa é de alta de 5,63%, passando de 42,95 para 45,37 sacas por hectare.
A cafeicultura baiana reúne duas culturas com características distintas: conilon e arábica. Segundo as definições da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o conilon está concentrado na região chamada Atlântico, que se estende do Litoral Sul à Costa do Descobrimento, em áreas de baixa altitude, clima quente e influência litorânea.
Já o café arábica é produzido nas regiões do Planalto, que engloba a Chapada Diamantina e a área de Vitória da Conquista até Barra do Choça, e do Cerrado, no Oeste baiano.
O café conilon concentra 75% da produção estadual e deve alcançar 3,5 milhões de sacas em 2026, crescimento de 6,38%. A produtividade projetada é de 72,61 sacas por hectare.
No Planalto, a produção deve crescer 6,67%, acompanhada de um aumento de 9,72% na produtividade, mesmo com uma redução de 2,78% na área cultivada.
No Cerrado, a expectativa é de uma leve retração da safra, de 1,89%.
Para o superintendente estadual do Banco do Nordeste na Bahia, Pedro Lima Neto, a cafeicultura reúne diferentes perfis produtivos e níveis de tecnologia, o que amplia a importância econômica da atividade para o estado.
“Os dados mostram que o aumento da produção em 2026 está associado ao crescimento da produtividade e esse movimento é extremamente relevante porque reforça a importância da tecnologia, manejo adequado, irrigação e sustentabilidade para ampliar a competitividade da atividade no estado”, destaca o executivo.
A expectativa também é positiva para a cafeicultura brasileira. Segundo o estudo do Etene, o país deve produzir 66,7 milhões de sacas de café em 2026, quase 18% acima da safra anterior. A área cultivada deve crescer 4,39%, enquanto a produtividade média nacional deve alcançar 34,38 sacas por hectare, com avanço de 13%.