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BNews Agro: Alta dos juros no Brasil e nos EUA dificulta a vida do produtor rural; entenda

Agro: Executivo aponta que crédito caro e câmbio sensível pressionam margens no campo e tornam gestão de caixa e passivos decisivas  |  Marcello Casal Jr | Agência Brasil

Publicado em 29/01/2026, às 09h28 - Atualizado às 09h32   Marcello Casal Jr | Agência Brasil   Verônica Macedo

A manutenção simultânea dos juros nos Estados Unidos e da Selic no Brasil, nesta quarta-feira (28), reforça um ambiente financeiro mais desafiador para o agronegócio — setor marcado por ciclos longos, alta necessidade de capital e exposição relevante a variáveis externas. O FED - Sistema de Reserva Federal, autoridade monetária americana, decidiu manter o juro entre 3,5% e 3,75% anual. No Brasil, o Banco Central - BC manteve a Selic a 15% ao ano. 

Segundo Eduardo Tellechea Cairoli, CEO da Privatto Multi Family Office, as decisões confirmam a manutenção de margens mais pressionadas por mais tempo do que o esperado, especialmente em cadeias com maior dependência de financiamento. A permanência da taxa de juros brasileira no atual nível encarece o crédito rural e aumenta a exigência por eficiência financeira, tanto para produtores quanto para empresas da cadeia. 

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Com isso, os produtores terão cada vez mais de observar de perto as finanças de suas propriedades. “A gestão de caixa, o alongamento de passivos e a escolha de instrumentos financeiros adequados passam a ser determinantes para preservar rentabilidade e reduzir riscos”, afirma. 

Nesse cenário, ganha força uma visão patrimonial integrada e mais profissional. “Produtores e famílias que conseguem separar a gestão da atividade produtiva da gestão do patrimônio pessoal atravessam períodos de juros elevados com mais resiliência. Isso permite aproveitar oportunidades de investimento, proteger o legado e reduzir vulnerabilidades”, diz Cairoli. 

Para o executivo da Privatto, o recado é objetivo: “decisões financeiras bem estruturadas, diversificação e planejamento de longo prazo deixam de ser diferenciais e passam a ser parte central da sustentabilidade do agronegócio em um ambiente de juros estruturalmente mais altos”. 

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