BNews Agro
Publicado em 03/05/2025, às 14h32 - Atualizado às 14h33 Divulgação/Agroshow/ Isadora Camargo Cadastrado por Lorena Abreu
Representantes do agro afirmaram que o movimento na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), sinalizou uma recuperação do segmento de máquinas agrícolas, ainda que os juros estejam altos no Brasil e que haja incertezas sobre o Plano Safra 2025/26. A edição deste ano da feira terminou na sexta-feira (02).
Segundo informações de O Globo Rural, produtores que fizeram uma boa gestão financeira na última safra e foram ao evento para renovar frota, investindo milhões, animaram os fabricantes.
Os investimentos dos produtores também entram na soma final da feira, que resultou em R$ 14,6 bilhões de “intenções de negócios”, o que representou um aumento de 7% em relação a 2024, quando os negócios somaram R$ 13,6 bilhões. O presidente da feira João Carlos Marchesan disse que “os pedidos foram feitos, mas grande parte das intenções de vendas está vinculada ao novo Plano Safra. Esse valor anunciado depende das condições das taxas e do volume de juros para se confirmar.”
Representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) ficaram satisfeitos, porém, observam que, com a taxa Selic em 14,25%, o aporte de recursos para a equalização de juros terá que ser maior no próximo Plano Safra.
Já para Carlos Aguiar, diretor de Agronegócio do Santander, o ambiente não é ideal para os produtores tomarem novos empréstimos, já que o setor vive uma “ressaca” de endividamento, já que para ele, esse quadro é consequência de um descompasso entre os custos de produção e a renda dos produtores, o que deve perdurar por até três safras.