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Publicado em 08/11/2026, às 11h38 Freepik Redação Bnews
A China projeta para a próxima década uma mudança no abastecimento do seu mercado de soja. Depois de comprar um recorde de 111,83 milhões de toneladas em 2025, o país quer reduzir o volume para cerca de 82,55 milhões de toneladas até 2035.
A queda, de aproximadamente 26%, está relacionada à busca por maior produção doméstica, ganhos de produtividade e redução da dependência externa.
A estratégia, que faz parte do último plano quinquenal divulgado pelo governo chinês, deve gerar desafios para o Brasil caso se consolide. Em 2025, os chineses compraram 85,4 milhões de toneladas de soja brasileira, um número que mostra a posição central da produção nacional no comércio mundial do grão e explica por que qualquer mudança estrutural na demanda chinesa é acompanhada com atenção pelo setor produtivo brasileiro.
Diante desse cenário, uma das novas rotas para o Brasil está no próprio mercado interno.
Fabrício Morais Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil e vice-presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), cita o aumento do uso da soja para a produção de biodiesel como mecanismo capaz de absorver parte da oferta. A ampliação da mistura de biodiesel ao diesel poderia elevar o consumo doméstico de óleo de soja.
A Embrapa também pesquisa novas utilizações e características da oleaginosa, incluindo materiais com diferentes perfis de óleo. A estratégia é criar produtos capazes de alcançar mercados específicos e agregar valor à produção.
Mas a diversificação também passa por produtos de maior valor agregado. Rosa defende políticas públicas que ajudem o País a deixar de se concentrar na exportação de grão e ampliar a transformação da soja em proteína de alta qualidade.