BNews Agro
Publicado em 27/04/2026, às 15h14 Reprodução / BNews Cauan Borges e Anderson Ramos
O presidente da Associação de Agricultores Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, criticou nesta segunda-feira (27) a mobilização dos trabalhadores brasileiros em torno do possível fim da escala 6x1 no Brasil e defendeu que o debate nas relações de trabalho vá além da redução da jornada.
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Ao comentar o tema durante a apresentação oficial da Bahia Farm Show 2026, realizada na sede da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, Schmidt afirmou que o agronegócio acompanha as regras estabelecidas pela legislação trabalhista, mas ponderou que a discussão sobre carga horária deve ser tratada com “maturidade” e foco em produtividade e desenvolvimento.
Essa parte de aspecto de 6x1, a gente disse que o agronegócio é um gerador de empregabilidade. Então, é uma discussão a nível de governo. O que nós, como agro, podemos falar é que nós queremos saber qual é a regra da conjuntura trabalhista. Nós nos adaptamos, nós estamos presentes”, afirmou após pergunta do BNews.
Segundo Moisés, reduzir o tempo dedicado ao trabalho não necessariamente se traduz em mais bem-estar para os trabalhadores. Para o dirigente, a qualidade de vida está mais relacionada a fatores como melhores salários, alimentação, transporte, condições sociais e suporte às famílias.
Como um aspecto de visão, eu acho que a pessoa tem que estar trabalhando, ela tem sua hora de lazer, ela tem sua hora de família e não é reduzindo essa mão de obra, esse momento de mão de obra no trabalho que, no meu ponto de vista, vai tornar uma pessoa mais feliz e sim dando qualidade de vida, qualidade em transporte, qualidade no salário, qualidade na alimentação, qualidade no social, atendendo sua família. Eu acho que são esses aspectos que têm que ser mais bem discutidos no âmbito trabalhista. Digo isso porque acordo trabalhando, durmo trabalhando e sou feliz pelo que eu passo no meu dia a dia”, disparou Moisés.
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