BNews Agro
Publicado em 09/08/2024, às 11h45 Divulgação Lucas Pacheco
Um encontro intermediado pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e que reuniu representantes de tradings, a MSC, a Wilson Sons/Tecon – Terminal Portuário de Salvador e a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) discutiu as estratégias necessárias para a consolidação e incremento da exportação baiana por meio da nova rota, via Porto de Salvador, diretamente para a Ásia.
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A vice-presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, destacou a criação da nova rota e também os desafios para sua consolidação.
“O grande desafio foi estabelecer a rota direta para a Ásia, e agora precisamos fomentar sua continuidade. No encontro, recebemos todas as informações logísticas relacionadas a essa operação, desde a recepção, armazenamento e carregamento até a acomodação final dos contêineres no navio. Para o setor produtivo, em particular para as tradings e produtores, essas informações são fundamentais na tomada de decisões de exportação e para eventuais ajustes logísticos, permitindo que possamos adotar padrões e rotinas no uso frequente da nova rota”, ressaltou Alessandra.
A vice-presidente da associação apontou a importância do encontro realizado para refroçar e estreitar as relações entre os envolvidos.
“Saímos otimistas do encontro e com a certeza de que essa é uma opção viável para os produtores da Bahia e também do Matopiba, que garantirá a redução do frete rodoviário e dos custos logísticos, além de proporcionar segurança para que nosso algodão chegue ao mercado comprador nas mesmas condições em que foi enviado”, avaliou.
Os cotonicultores baianos comemoraram bastante essa nova opção de escoamento da produção do estado para fora do país, sobretudo considerando que a Ásia é um dos principais mercados do algodão baiano, porque reduz os custos logísticos em relação ao transporte pelo Porto de Santos, em São Paulo, reduzindo o percurso da fibra, de 1600 km do oeste da Bahia até Santos, para 900 km até o Porto de Salvador.
Ana Paula Franciosi, produtora de algodão na Bahia e uma das articuladoras do encontro, aposta na rota Bahia-Ásia e afirmou que já passou a utilizá-la para escoamento da sua produção. O navio MSC Orion fez a primeira viagem saindo do Brasil no dia 24 de julho, carregado de soja, algodão, café e outros produtos agrícolas.
“Esta nova rota semanal de navios de grande porte para a Ásia vai viabilizar tanto em termos de preço quanto de logística a exportação do algodão da Bahia e do Matopiba via Salvador. Isso começou com reuniões ainda na Bahia Farm Show do ano passado, quando visitamos a estrutura e começamos a nos organizar com pequenas cargas. Agora, com a rota já em operação, conhecemos as vantagens e queremos incentivar que as tradings e outros produtores da região se familiarizem com ela e se sintam confiantes em utilizá-la, para que aumentemos o volume exportado, visando a manutenção e regularidade nas exportações dos nossos produtos por Salvador”, reforçou.
Gustavo Prado, diretor executivo da Abapa, destacou o papel da Anea na intermediação das demandas dos cotonicultores.
“A Anea abriu esse importante espaço e proporcionou uma excelente troca de informações, reafirmando seu papel de promover o algodão brasileiro nos mercados consumidores e defender os interesses da cadeia produtiva do algodão”, disse ele.
Investimentos
No encontro intermediado pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão, as empresas também ressaltaram os investimentos realizados no sistema portuário e no setor de navegação para viabilizar a operação de transporte internacional de cargas pela capital baiana.