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Vinícola brasileira aposta em uvas raras e exóticas para faturar R$ 350 milhões

Cooperativa Vinícola Garibaldi investe em uvas da Europa Central e do Leste Europeu para diversificar o portfólio  |  Divulgação

Publicado em 19/10/2026, às 18h28   Divulgação   Antonio Dilson Neto

A aposta em uvas pouco comuns no mercado brasileiro faz parte da estratégia da Cooperativa Vinícola Garibaldi para ampliar os negócios e alcançar R$ 350 milhões em faturamento em 2026, uma alta projetada de 15% em relação ao ano anterior.

Com sede no município de mesmo nome no Rio Grande do Sul, a empresa pesquisa variedades de diferentes países europeus para desenvolver vinhos com novos sabores e características.

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A iniciativa inclui uvas tchecas e da Hungria, utilizadas na linha In Veritas, e pesquisas com variedades romenas, cuja entrada no portfólio está prevista para 2027. A cooperativa também estuda uvas alemãs conhecidas como Piwi, desenvolvidas para apresentar maior resistência a doenças e condições climáticas adversas.

A diversificação responde a mudanças no comportamento do consumidor e à disputa por espaço em um mercado brasileiro que, segundo os números apresentados pela empresa, mantém volumes relativamente estáveis. 

A concorrência com vinhos importados também pesa na estratégia. A cooperativa avalia que produtores europeus, especialmente os portugueses, contam com condições de crédito, tributação e produtividade que podem favorecer a expansão de seus produtos no Brasil.

Planejamento de longo prazo

O desenvolvimento de novas variedades demanda investimento e tempo. Segundo a cooperativa, uma videira pode levar cerca de quatro anos para produzir a primeira safra, enquanto o processo entre a pesquisa e a comercialização de um novo vinho pode chegar a cinco anos.

O trabalho começa com a importação das mudas e o cultivo experimental por um dos cooperados. Depois de avaliar os resultados, a vinícola pode avançar para a produção em lotes e preparar o lançamento comercial.

A adaptação às mudanças climáticas é outro fator considerado pela empresa. A busca por variedades mais resistentes pretende reduzir os riscos para o cultivo e a colheita diante de condições meteorológicas cada vez mais desafiadoras.

Espumantes

Da receita projetada de R$ 350 milhões para 2026, a Garibaldi estima obter R$ 170 milhões com espumantes. Entre os produtos que contribuem para o resultado estão a linha Vero, posicionada em uma faixa de preço mais acessível, com garrafas a R$ 28,90, e as bebidas sem álcool.

A procura pelos espumantes sem álcool superou as expectativas da cooperativa. Inicialmente, foram produzidas 5 mil caixas, mas a demanda levou à duplicação do volume planejado.

A Cooperativa Vinícola Garibaldi reúne 470 associados, entre pequenos produtores da agricultura familiar distribuídos por 18 municípios do Rio Grande do Sul. 

Classificação Indicativa: Livre


TagsagriculturaCooperativa Vinícola GaribaldiEspumante sem álcoolespumantesPiwiRio Grande do SulUvasvinhos

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