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Aroldo Macêdo questiona blocos privativos e diz que “o povo quer a rua de volta para brincar”

Filho do criador do trio elétrico defendeu modelo mais democrático para a folia momesca em Salvador   |  Roberto Viana / BNews

Publicado em 06/02/2018, às 19h12   Roberto Viana / BNews   Eliezer Santos

“Pra que corda? Pra que corda? Se a pipoca tá com a corda toda”. Foi em versos musicais que Aroldo Macêdo, um dos quatro filhos de Osmar Macêdo - criador do trio elétrico ao lado de Dodô – analisou o cenário carnavalesco de Salvador cujos blocos privados enfrentam, a cada ano, mais dificuldades para fechar a conta. 

“Nada contra os blocos com corda, mas ia chegar um momento que ia perder a graça. Não dá para achar que ia ter uma massa, cercar aquilo e achar que vai lucrar para sempre. O povo quer a rua de volta para brincar [...] é como diz por aí, não está vendendo pano. Mas a música do Carnaval não está em crise. Eu sempre achei aquilo feio. Não tem porque você levar um monte de gente da periferia para ficar ali de cordeiro, para não curti a festa. A indústria do carnaval começou a lotear a rua”, disparou.

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Em entrevista ao programa Se Liga Bocão, na Itapoan FM, nesta terça-feira (6), Aroldo afirmou ainda que a pressão empresarial acaba atrapalhando o aspecto criativo da produção musical e, por fim, ignora a escolha popular sobre as músicas preferidas e os cantores de destaque. “É no escritório que decide a música do Carnaval? Já perguntou ao povo?”, indagou.

Questionado se os camarotes também concorrem com a livre expressão popular das ruas, Aroldo surpreendeu: “Eu nunca entrei em um. Dizem que lá tem até outro tipo de música. Eles inventam tanta coisa. Teve ano até com um lugar para namorar [espaço do Camarote Salvador que ficou conhecido como cápsula do amor]”.

Classificação Indicativa: Livre


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