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Reflexões nas cinzas do Carnaval da Bahia 2016

Publicado em 17/02/2016, às 07h04      Marcelo Reis*

Voltando a labuta, uma dor de garganta tradicional do pós carnaval bateu o ponto em mim, mas eu agüento apesar de achar que cada vez agüento menos!
Gostei do Carnaval, se bem que só vi o do circuito Dodô (Barra) simplesmente porque acho inadmissível a Praça Castro Alves deixar de ser a praça principal da apoteose da nossa maior festa popular .
Inicialmente aqui fica o meu protesto! Vamos acabar com essa baianada de, apesar de estarmos sempre renovando e recriando atrações, não nos preocupamos em manter as nossas tradições e os nossos ídolos.
Novos artista vêm para somar e não para enterrarem com a força da grana que ergue e destrói as coisas belas já existentes!
Enquanto assim for, não irei nem no circuito Osmar (Avenida 7) nem no coitado do circuito Batatinha (Pelô) que mal se ouviu falar durante esse carnaval!
Espero que no ano que vem, a prefeitura transforme o circuito Osmar numa grande passarela de exibição dos blocos , que devem ter  no máximo 2000 associados, trios menores que os atuais, verdadeiros monstros que tomam muito espaço na avenida e cordas de delimitação entre o bloco e a pipoca levantadas só ate o Ed Sulacap, quando seriam obrigatoriamente abaixadas e o bloco entraria aberto em apoteose na Praça Castro Alves para exibição do seu trio e depois seguir para um happy end no Pelô tornando o circuito Batatinha o ouro da boemia carnavalesca
A rua Carlos Gomes seria apenas usada para saída e entrada do folião além de barracas padronizadas para alimentação e na rua as pequenos expressões populares de carnaval tipo batucadas, blocos de mascarados, grupos musicais acústicos se exibiriam folgadamente etc.
Voltando ao assunto, fomos invadidos pela musica sertaneja, chegaram pesado de míssil e armas supersônicas computadorizadas de ultima geração apontadas  e nós de cara pro sol, ferro de chapinha numa mão e na outra uma metralhadora que parecia mais um rifle de repetição dos filmes antigos de faroeste !
Foi um "safadão" só em cada pé de ouvido de quem passava pela frente!
Mãos ao alto todo mundo! 
Fomos engolidos, obrigados a ouvir, comer, beber , vestir e tudo o que quiseram  que a gente fizesse  na tora!
Não me conformo, não fico quieto , boto a boca no trombone e vou a luta pelo carnaval da Bahia de raiz!
Socorro Sr. Prefeito
Socorro Sr. Governador
Ressalvada essas aporrinhações , foi  um carnaval de paz, a prefeitura protegeu bem as melhorias urbanas recentemente realizadas na Barra, de forma que sairemos no lucro do verão 2016.
Nossas cantoras estão lindas o que vale afirmar que com grana a beleza feminina é infinita.
Mas o que arrepiou mesmo foi ver a Paixão Chicleteira cantando e pulando e mais uma vez a galera demonstrando o seu amor incondicional a essa lenda viva que é a Banda Chiclete com Banana.
O bloco Nana Banana foi um camarote andante na Avenida Oceânica, dada a animação com cordialidade, o nível de amizade e amorosidade  entre os foliões de dentro e de fora do bloco que só o amor único por uma banda pode conseguir inspirar e induzir a proceder  uma multidão. 
Nossa pipoca foi linda, doce, educada e sem agressões físicas! Os malhadões tradicionais foram dóceis, mulheres lindas homens bacanas, pessoas de todas as idades, confesso que eu era um dos mais velhos, mas encarei a animação pesada de boa, tipo assim no ultimo gás como se diz pelos mais jovens agora, Obrigado meu Chiclete com Banana por mais uma vez me emocionar me fazer arrepiar novamente chorar de alegria Obrigado meu Chiclete com Banana por mais uma vez me fazer dizer :
ANO QUE VEM , ESTAREI  DENTRO NOVAMENTE COM FÉ EM SENHOR DO BOMFIM
*Marcelo Reis é médico obstetra

Classificação Indicativa: Livre


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