A eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado deveria ter contado com forte oposição do PSDB na Casa, mas o que se viu no momento da votação foi um partido incapaz de demonstrar unicidade, com senadores tucanos dividindo os votos entre Renan Calheiros (PMDB) e Pedro Taques (PDT). Para o deputado federal Antônio Imbassahy, “pegou mal” a demonstração de desunião do partido na ocasião.
Para o ex-prefeito de Salvador, o PSDB tinha quadros suficientemente qualificados para apresentar uma chapa alternativa que não fosse nem Renan nem Taques. “Foi inclusive o que defendi”, garante. Sem o nome próprio, a ideia era exibir união na defesa da candidatura anti-Renan, mas a votação desafinada deu recado de que o PSDB não se entende. “Pegou muito mal”, reconheceu.
Apesar de os tucanos em Brasília já demonstrarem não falar a mesma língua há anos, Imbassahy garante que este tempo está perto de chegar ao fim, uma vez que em poucos meses haverá a eleição para nova presidência nacional do partido. Ele garante que após o pleito a vida do partido será renovada e a tão sonhada união enfim chegará para orientar a sigla em direção a 2014. “(O senador) Aécio Neves muito provavelmente será nosso candidato”, dissertou convictamente.
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