BNews Folia

ACM Neto comemora Carnaval, defende modelo econômico e critica Afródromo

Prefeito fez a defesa de cumprimento total dos compromissos assumidos com patrocinadores   |  

Publicado em 06/03/2014, às 06h37      Lucas Esteves

A longa entrevista coletiva do prefeito ACM Neto (DEM) realizada nesta quarta-feira de cinzas teve muita comemoração por parte da equipe municipal e uma série de defesas do modelo comercial escolhido para a folia este ano. Segundo o prefeito, este é o primeiro Carnaval auto sustentável da história de Salvador e que se antes se tirava dinheiro dos serviços básicos da prefeitura para bancar a festa, chegou o momento de fazer com que a folia ajude a cidade nos 365 dias do ano, uma vez que houve lucro.
Neto fez a defesa de cumprimento total dos compromissos assumidos com patrocinadores e ressaltou que em outras épocas não havia respeito com a questão de preferências de marcas das empresas que bancavam a festa. Desta vez, porém, houve uma ação enérgica do poder público para defender esse privilégio e por isso houve muitas apreensões. Por outro lado, o prefeito disse que as outras marcas estavam livres para comercializar nas ruas alternativas da festa e também em bares e restaurantes. Para ele, foi o Carnaval em que o folião bebeu cerveja mais barata. "Como seria se há 20 anos o Carnaval fosse financeiramente sustentável e desse lucro e, neste ano, o prefeito não anunciasse que liberaria uma liberdade para que o folião bebesse a cerveja que ele quisesse, mas para isso teria de tirar 19 milhões da Saúde, Educação e outros serviços públicos? Com certeza vocês reagiriam mal. Esse caso ia parar no Ministério Público", afirmou.
Para ele, criticar o novo modelo não é nada mais que uma visão conservadora e que a mudança e coragem de reagir é a ferramenta para desfazer este conservadorismo. Já o secretário de Turismo, Desenvolvimento e Cultura, GUilherme Bellintani, Bellintani lembrou também que as discussões sobre o Carnaval são sobre questões muito mais profundas e importantes do que houve na quarta feira de cinzas do ano passado. Para ele, a questão de limitação de marcas não é nada além de um pequeno inconveniente e que toda a celeuma ocorre por uma pobreza geral de argumentos. Para concluir a discussão, o prefeito deu o veredito, portanto, sobre a situação: "é irreversível".
Já sobre o Afródromo, após uma série de inconvenientes que geraram atrasos com saídas de blocos, pouco público e outras consequências negativas, a prefeitura avaliou a experiência do projeto como negativa este ano. Segundo o prefeito, a prefeitura tem sua grande parcela de responsabilidade por dificuldades operacionais. Entretanto, ambos avistam que, do outro lado, o circuito tradicional não tem condições de abrigar as manifestações da maneira cênica como estas se pretendem e, além disso, falta muita organização interna nos blocos afro. 

Por conta disto, Neto afirmou que a ideia do Afródromo permanece para o ano que vem, mas há a necessidade imperativa de debate entre o poder público e a liga e as direções dos blocos afro para que haja um definitivo processo de organização e 
profissionalização destes blocos, viablizando o projeto. "Estamos dispostos a fazer esse processo junto aos blocos, de ajudá-los nesta organização. É preciso que, tal qual o exemplo das escolas de samba do Rio de Janeiro, o carnaval dos blocos afro seja organizado ao longo de 12 meses. Não é só em cima da hora, faltando um mês para o Carnaval", avaliou,sem defini ainda sobre um circuito exclusivo para o desfiles destes blocos.

Publicada no dia 5 de março de 2014, às 14h35

Classificação Indicativa: Livre


TagscoletivaACM Netocarnaval