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Publicado em 20/07/2025, às 12h04 - Atualizado às 12h04 Reprodução/RBS TV e arquivo pessoal Redação
Depois de 13 meses separados por causa da enchente que assolou o Rio Grande do Sul em 2024, o cachorro Tigre finalmente voltou para os braços do tutor, o barbeiro Jorge Hyuri Machado da Silva.
Assim como outras milhares de pessoas, Hyuri, que é morador de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi duramente afetado pela maior tragédia climática da história gaúcha.
"A gente saiu de casa e foi pra casa do vizinho, que era de dois pisos. Levamos o Tigre com a gente", contou Hyuri ao G1.
Mas, com a água subindo sem trégua, a família precisou buscar abrigo em outro local, e no meio da correria, Tigre acabou ficando com os avós do barbeiro no Hospital de Pronto-Socorro (HPS).
Foi lá que o avô, Luiz da Silva Netto, enfrentou uma difícil decisão. "Para ser resgatado, eu tinha que deixar o cachorro. Eles não deixaram levar o Tigre no barco. Eu amarrei ele ali na parede e saí. Doeu muito, mas eu tinha que salvar minha vida", relembra.
Desde então, Hyuri nunca desistiu de reencontrar seu melhor amigo. Nos meses seguintes, ele percorreu abrigos, vasculhou redes sociais e procurou em feiras de adoção alguma pista que indicasse o paradeiro de Tigre. A resposta veio por acaso.
"Era uma segunda-feira, eu tava sentado aqui e vi que o abrigo Palmeira Gob ia fechar. Uma amiga compartilhou, e eu, na esperança, entrei. Quando vi as fotos, eu disse: é o Tigre, é o Tigre!" conta.
Com o coração acelerado, ele entrou em contato com o abrigo e confirmou: era, de fato, o companheiro que tanto procurava.
Amizade forte
Além de um amigo fiel, Tigre foi também um apoio emocional fundamental para Hyuri. "Ele me ajudou a sair de uma depressão. Deus e ele foram minha companhia em dias difíceis", diz. "Corto o cabelinho dele também, meu melhor cliente", brinca.
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