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Publicado em 01/11/2026, às 23h30 Reprodução/The Mirror Sophia Souza
Uma cadela considerada “carente” ajudou uma mãe a descobrir que o filho, de apenas 6 meses, possuía um problema cardíaco considerada rara. De acordo com a tutora, Saraya, nome da cadela da raça Doberman, sentiu que o filho dela tinha uma taquicardia grave.
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O caso aconteceu na região de Bournemouth, na Inglaterra. Segundo o jornal britânico The Mirror, Kim Reynolds, mãe do bebê Alexander, percebeu que o animal não desgrudava do filho e chorava toda vez que o tiravam de perto dela.
Até que um dia, Alexander ficou triste e parecia enjoado, o que fez a mãe levá-lo ao hospital Royal Bournemouth. Ao chegar, os médicos levaram um susto ao destacar que o bebe tinha picos de batimentos cardíacos, que chegavam a até 280 por minuto. Para um bebê de seis meses o padrão é de 90 a 160 batimentos por minuto.
Após dois dias de internação, a equipe médica diagnosticou a criança com síndrome de Wolff-Parkinson-White, uma rara condição que favorece taquicardias muito aceleradas e atinge cerca de 0,1% da população. Os sintomas vão de tontura, falta de ar e dor a desmaios e até morte súbita.
A mãe, que trabalhava com hidroterapia para cães, falou sobre como a cachorra teria percebido os sintomas de Alexsander.
Saraya entendeu que os batimentos cardíacos dele estavam mais rápidos do que deveriam. Eu não tinha a menor ideia, mas ela sentiu. Eu tenho pavor em imaginar o que poderia ter acontecido se eu simplesmente tivesse deixado-o no berço e deixado para lá", declarou.
Kim ainda afirma que o comportamento de Saraya a deixava intrigada, já que ela não conseguia entender o porquê a cachorra ficava tão grudada com o bebê.
"O comportamento de Saraya me chamou a atenção. Me deixou confusa, parecia que ela tentava me dizer que algo estava errado. Eu não entendi porque ela estava tão carente e obcecada. Certamente me deixou mais preocupada e nos fez buscar entender o que estava acontecendo", acrescentou.
Atualmente, o bebê Alexsander toma três doses diárias do betabloqueador propranolol por meio de uma seringa, que diminui os efeitos da adrenalina e da noradrenalina no coração e nos vasos sanguíneos.
Em outra ocasião, Saraya começou a apresentar um comportamento estranho com a criança novamente. Dessa vez, lambia as mãos do bebê e encarava a tutora, que decidiu levar o filho ao hospital.
Os médicos diagnosticaram uma infecção bacteriana, o que fez Kim exaltar ainda mais a proteção da cadela com seu filho.
Confio 100% em Saraya. Ela não é um cão treinado ou registrado como um animal de suporte médico. Mas, no que depender de mim, ela estará com o Alexander sempre que puder", finalizou.
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