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“É revoltante”: Vídeo mostra cão sendo agredido com diversos tapas em hotel para animais; outro caso surge

Proprietária do Peludos Resort, em Bonito (MS), afirma que desferiu tapas porque o cão “só atendia comandos em alemão”.  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 06/10/2026, às 09h42 - Atualizado às 10h39   Reprodução/Redes Sociais   Gabriel Dinis

A divulgação de um vídeo gravado por uma testemunha que estava em um hotel para animais, o Peludos Resort, em Bonito (Mato Grosso do Sul), gerou forte indignação nas redes sociais e mobilizou a polícia e o Ministério Público. As imagens mostram um cão da raça pastor-australiano sendo agredido com tapas sucessivos em uma área externa do estabelecimento.

O caso envolve o cão Ravi, um pastor-australiano de 1 ano e 2 meses. O animal estava hospedado no hotel enquanto seu tutor, Vicent Lacerda, organizava o transporte do cão para Niterói (RJ), cidade para onde se mudou recentemente. Nas redes sociais, Vicent denunciou as agressões cometidas pela proprietária do estabelecimento, confira:

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Após a rápida repercussão do caso, a proprietária do Peludos Resort, Ana Carla, utilizou o perfil oficial do hotelzinho no Instagram para publicar um vídeo de pronunciamento apresentando sua versão.

Segundo o relato da empresária, o episódio ocorreu na sexta-feira (3), enquanto ela participava de uma festividade no centro da cidade e o espaço estava sob responsabilidade de sua filha. “Minha filha estava acompanhando os pets aqui no hotelzinho e me ligou imediatamente: ‘Mãe, corre que o Ravi pegou o Kowalski e não tá soltando.’ Eu vim imediatamente para cá. No ato de desespero, acabei dando uns tapas no Ravi, sim, no dorso, mas não foi intenção nenhuma de maus-tratos ou de ódio gratuito. Era na intenção de salvar o Kowalski”, declarou Ana Carla.

A empresária sustentou ainda que encontrou dificuldades para parar a briga entre os cachorros por causa da linguagem do adestramento. “Ravi é um cachorro que só aceita os comandos em alemão, e eu não consegui fazer ele soltar. O Kowalski veio a óbito, não teve o que eu fazer.”, completou a dona do hotel.

Além de explicar a situação, Ana Carla afirmou que entregou todas as gravações à polícia, já prestou depoimento na delegacia e pediu para que as pessoas não disseminem “ódio gratuito”.

A crise em torno do estabelecimento ganhou proporção ainda maior após surgirem denúncias de reincidência na conduta do local. O deputado estadual e delegado de polícia Bruno Lima divulgou uma segunda denúncia envolvendo o mesmo espaço.

Trata-se de um novo vídeo registrado no pátio do hotelzinho, no qual uma monitora aparece agredindo Manjericão, um cão da raça Akita. Na gravação, a mulher puxa o cachorro com força pelas orelhas e pelo pescoço, derruba-o de uma plataforma elevada e desfere um tapa na região lombar do animal.

A ocorrência mobilizou a Polícia Militar Ambiental e a Delegacia de Polícia Civil de Bonito. Em um primeiro momento, a autoridade policial local não efetuou a prisão por considerar que a intervenção da mulher teria ocorrido na tentativa de cessar o ataque entre os animais.

No entanto, com a anexação dos laudos veterinários, a morte confirmada do Yorkshire Kowalski e o surgimento das novas imagens evidenciando agressões a outros animais, o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). O órgão avaliará a abertura de processo para apurar a prática de maus-tratos e as condições de funcionamento do estabelecimento.

Classificação Indicativa: Livre


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