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Guilherme Ravache faz alerta sobre nova IA: 'Está sendo usada para golpes e invasões'

Com acesso restrito a grandes empresas, a Anthropic busca corrigir falhas antes de liberar a tecnologia para o público geral  |  Reprodução

Publicado em 08/04/2026, às 12h21 - Atualizado às 12h35   Reprodução   Adelia Felix

O alerta sobre os limites da inteligência artificial ganhou destaque na manhã desta quarta-feira (8), durante participação do consultor Guilherme Ravache no programa Giro Baiana, da Baiana FM (89,3), com transmissão simultânea pela BNews TV.

Ao comentar o anúncio recente da Anthropic, Ravache destacou que a decisão de não lançar ao público um novo modelo de Inteligência Artificial (IA) levanta um debate importante sobre segurança digital e os riscos do avanço acelerado da tecnologia.

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IA poderosa demais para o público
Segundo o consultor, a empresa, responsável pelo assistente Claude, optou por restringir o acesso ao modelo mais recente após identificar um potencial elevado de uso indevido.

“O modelo é tão poderoso que seria capaz de encontrar falhas graves em sistemas operacionais e navegadores. Isso, na prática, poderia ser usado tanto para corrigir problemas quanto para explorá-los”, explicou durante o comentário.

A tecnologia, batizada de Mythos, ainda não foi liberada amplamente justamente por esse risco. De acordo com Ravache, há uma preocupação concreta de que ferramentas desse nível possam ser utilizadas por cibercriminosos para identificar vulnerabilidades em larga escala.

Parceria com gigantes da tecnologia
Como alternativa, a Anthropic decidiu compartilhar o acesso inicial com cerca de 40 grandes empresas de tecnologia. Entre elas estão nomes como Apple e Amazon.

A estratégia, segundo Ravache, é permitir que essas companhias identifiquem e corrijam possíveis falhas antes que o sistema chegue ao público em geral.

“A ideia é evitar que a população fique exposta. Primeiro, as grandes empresas analisam, corrigem e fortalecem seus sistemas. Só depois isso pode ser liberado de forma mais ampla”, afirmou.

Corrida entre inovação e risco
Durante a participação, o especialista também destacou que o movimento evidencia um novo momento da inteligência artificial, especialmente no campo da cibersegurança.

Para ele, a própria decisão de segurar o lançamento pode ter um componente de marketing, mas não descarta a gravidade do cenário.

“Existe, sim, uma estratégia de comunicação nisso, mas especialistas vêm apontando que estamos diante de modelos cada vez mais avançados, e que exigem responsabilidade no uso”, disse.

IA já é usada por hackers
Outro ponto levantado foi o uso crescente da inteligência artificial por criminosos digitais. Ravache lembrou que hackers já utilizam ferramentas desse tipo para automatizar ataques e encontrar brechas em sistemas.

“O risco não é hipotético. A inteligência artificial já está sendo usada para golpes e invasões. Isso acelera tudo”, alertou.

Tecnologia avança e impõe novos desafios
Ao final da análise, o consultor reforçou que a inteligência artificial está cada vez mais presente no cotidiano, de redes sociais a sistemas operacionais, e que o avanço exige atenção redobrada.

“O que a gente vê é uma revolução em curso, inclusive na segurança digital. E, junto com as oportunidades, vêm também os riscos”, concluiu.

Veja a análise completa:

O consultor Guilherme Ravache explica por que um novo modelo pode identificar falhas críticas em sistemas e acende alerta na segurança digital.
Análise feita no programa Giro Baiana, da Baiana FM, com transmissão simultânea feita pela BNews TV. pic.twitter.com/ckfKPop8Ph

— bnewsvideos (@bnewsvideos) April 8, 2026

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