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Publicado em 15/04/2026, às 12h18 Reprodução Cibele Gentil
O uso da inteligência artificial volta a ser destaque no programa Giro Baiana, da Baiana FM (89,3), com transmissão simultânea pela BNews TV. Na manhã desta quarta-feira (15), o consultor Guilherme Ravache analisou o uso e os riscos da slopaganda em tempos de guerra e de eleições.
Você sabe o que é o Slopaganda?
Durante a sua participação no programa, Ravache trouxe o fato de o presidente dos Estados Unidos Donald Trump ter postado em suas redes sociais uma imagem bastante controversa gerada por IA. Na imagem, o próprio Trump, aparece como se fosse um deus, com uma roupa semelhante à de Jesus, com a mão sobre a cabeça de alguém como se o estivesse curando.
O especialista lembrou a troca de provocações entre o presidente americano e o papa pelas redes sociais. O Papa Leão XIV é contra a guerra do Irã e o Trump está tentando defender seu posicionamento através da slopaganda.
Conforme explica Ravache, slopaganda é uso da inteligência artificial para criar conteúdos que defendam o seu ponto de vista. Trump já teria usado o mesmo recurso anteriormente, com imagens de um ‘Trump musculoso’. A imagem fazia uma alusão de que ele seria um salvador de países ou um super-herói.
O exemplo do Irã
Na outra ponta, o Irã também produziu uma série de vídeos que personagens do universo Lego para propagar suas ideias. Os vídeos ironizam os Estados Unidos e dão a entender que o Irã é muito poderoso.
A propaganda ideológica na era da IA
Conforme explica Ravache, esse movimento de usar a inteligência artificial para criar propaganda é chamado de Slopaganda. O termo combina "AI slop", que se refere a conteúdo de baixa qualidade gerado por IA, e propaganda.
Trata-se da disseminação em massa de imagens, vídeos e textos falsos ou tendenciosos, criados por inteligência artificial para influenciar opiniões políticas, sociais ou ideológicas. É uma nova aplicação de notícias falsas que atingem o público de maneira rápida e emocionalmente apelativa. As emoções despertadas podem ser positivas ou negativas.
De acordo com a análise de Guilherme Ravache, o maior problema desse cenário é que as pessoas ainda não estão treinadas para resistir a essa influência. “Por mais que ela seja tosca, que ela não seja muito sofisticada, ela acaba funcionando ou tem um efeito nas pessoas”, diz o consultor.
Qualidade como ‘antídoto’
Conforme explica Ravache, a batalha de informação e de propaganda migrou para as redes sociais. Ele também antevê que o mesmo uso de slopaganda na guerra vai acontecer também no período eleitoral brasileiro.
O consultor alerta que a melhor maneira de se defender contra as influências da slopaganda é consumindo conteúdo de qualidade. Ele aconselha que as pessoas devam buscar informação em veículos e marcas tradicionais de jornalismo. Conforme explicou, consumindo conteúdo confiável, “é mais fácil você se defender de fake news, desinformação e até de influência da slopaganda”.
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