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Tássio Brito cobra “igualdade” em investigação sobre ACM Neto e projeta eleição de Jerônimo

O presidente do PT na Bahia, Tássio Brito, solicita acesso às investigações de ACM Neto, destacando desigualdade em relação a Jaques Wagner  |  Héber Araújo / BNEWS

Publicado em 17/09/2026, às 21h21   Héber Araújo / BNEWS   Analu Teixeira

O presidente estadual do PT na Bahia, Tássio Brito, questionou nesta quinta-feira (17) o sigilo mantido sobre as investigações que envolvem o candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) no caso Banco Master. Durante entrevista ao Se Liga Bocão, da Baiana FM, o dirigente comparou a situação com a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT).

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Tássio afirmou que o partido busca “igualdade” no tratamento dado às investigações durante o período eleitoral. Segundo ele, o PT protocolou uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir acesso às informações relacionadas a ACM Neto.

“Não estamos querendo nada diferente para ninguém. O que nós queremos é que, da mesma forma, nós estamos no meio de um período eleitoral”, afirmou.

O presidente do PT também citou a investigação envolvendo Jaques Wagner para questionar o que classificou como diferença de tratamento. Segundo Tássio, o senador foi alvo de divulgação de informações e medidas de busca e apreensão, enquanto os autos relacionados a ACM Neto permanecem sob sigilo.

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, de fato protocolou pedido no STF para ter acesso aos autos que envolvem ACM Neto na Operação Compliance Zero. A petição questiona a manutenção do sigilo e sustenta que houve tratamento desigual em comparação com a investigação sobre Wagner.

A investigação também envolve pagamentos de cerca de R$3,6 milhões do Banco Master e da Reag para uma empresa ligada a ACM Neto. O ex-prefeito reconheceu os pagamentos e afirmou que os valores foram recebidos por serviços de consultoria.

Durante a entrevista, Tássio também mencionou a proposta de colaboração de Daniel Vorcaro, na qual o ex-banqueiro teria feito acusações envolvendo ACM Neto e Antônio Rueda. A proposta, porém, foi posteriormente rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

Eleições na Bahia

Na segunda parte da entrevista, Tássio comentou o cenário da disputa pelo Governo da Bahia e afirmou que o PT pretende manter a estratégia de campanha adotada desde 2022, com agendas no interior e em Salvador.

Questionado sobre pesquisas que apontam proximidade entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto, o dirigente afirmou que o partido mantém “o pé no chão” e pretende apresentar à população as ações realizadas pelo atual governo.

Tássio também rejeitou a avaliação de que Jerônimo estaria em uma situação desconfortável na disputa. Segundo ele, o governador deve ser avaliado considerando os índices de aprovação da gestão e as entregas realizadas ao longo do mandato.

“Nosso governador não está em situação desconfortável. Ao contrário, nosso governador tem [a aprovação] da população baiana”, afirmou.

O dirigente citou obras de infraestrutura, hospitais, escolas de tempo integral e intervenções realizadas pelo governo estadual como parte dos argumentos que, segundo ele, serão apresentados durante a reta final da campanha.

Classificação Indicativa: Livre


TagsJaques WagnerACM NetoJerônimo RodriguesDaniel VorcaroTássio BritoOperação Compliance Zero