Brasil
Publicado em 04/02/2015, às 10h30 Reprodução Redação Bocão News (Twitter:@bocaonews)
O Ministério Público Federal (MPF) desistiu nesta quarta-feira (4) de ter Venina Velosa Fonseca como testemunha de acusação de réus da Operação Lava-Jato.
Os procuradores concluíram que o que Venina relata sobre a estatal não são os que foram denunciados nesta fase da Lava-Jato e reconheceram que a geóloga não ofereceu nenhuma contribuição relevante durante seu depoimento da última terça-feira, na audiência da Engevix.
Na terça-feira, por mais de uma vez, Venina afirmou que a licitação, fiscalização e execução das obras da Petrobras era de “responsabilidade da área de Engenharia, da área de Serviços”. Ela isentou o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, réu confesso do escândalo, e negou ter provas de existência de cartel e da proximidade das empreiteiras com diretores da Petrobras.
Com um depoimento extremamente técnico e burocrático, Venina causou desconforto nos advogados dos réus, que não sabiam o que ela poderia acrescentar ao processo movido contra a Engevix.
Venina falou no lugar de João Procópio de Almeida Prado, que operava as contas e off-shore do doleiro Alberto Youssef. Os advogados dele disseram que ficaria calado e que só falará nos processos em que é réu. O Ministério Público Federal pediu a troca de Almeida Prado por Venina e o juiz Sérgio Moro aceitou. As informações são da Folha de S. Paulo.