Brasil
Publicado em 27/03/2016, às 23h34 Agência Brasil
A medalha de prata da ex-pivô da seleção brasileira de basquete Claudia Pastor na Olimpíada de Atlanta, em 1996, costumava ficar em uma estante na sala de sua casa. Prestes a embarcar para a França, onde seu filho, Maurílio, será submetido a uma cirurgia no hipotálamo, Claudia decidiu leiloar a honraria para arcar com os custos da internação.
Segundo a ex-atleta, a decisão não deixou espaço para tristeza, pelo contrário, a campanha realizada com amigos e familiares para financiar a viagem deslanchou e a esperança só cresceu.
"A exposição atraiu pessoas que se sensibilizaram e, com certeza, depois de tudo isso, a campanha deslanchou. Ainda falta bastante para fechar os valores que eu preciso, mas hoje tenho hoje cerca de 40% do valor. Estou muito confiante", comemora Claudia.
A medalha já está com a casa de leilão e receberá lances, pela internet, no dia 7 de abril: "Eu enxergo ali [na estante da sala] o espaço da minha vitória. Não tem espaço para tristeza, nem pra lamentação. Só tem espaço para esperança. É a esperança que está no lugar dela [medalha]."
Com 44 anos, Claudia vive em Americana, no interior de São Paulo, onde é servidora pública no Tribunal Regional do Trabalho. Casada e mãe de Maurílio, ela conta que o filho começou a ter convulsões antes mesmo de completar um ano de idade. O diagnóstico foi concluído apenas aos 12 anos, com a notícia de que as convulsões, que chegavam a ocorrer sete vezes por dia, eram causadas por um hamartoma hipotalâmico, uma espécie de tumor contra o qual "nada podia ser feito" sem o risco de problemas maiores, segundo Claudia.