Brasil

Legado da Copa: o que mudou nos entornos dos estádios

Arena Fonte Nova tem aspecto positivo no seu entorno  |  Arquivo/BNews

Publicado em 08/06/2018, às 10h17   Arquivo/BNews   Redação BNews

Passados quatro anos da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, algumas das 12 cidades-sede não tem motivo para comemorar quando o assunto é legado deixado pelo torneio mundial. 

Um levantamento feito pelo site G1 mostra que há abandono, mato, e sensação de violência nos entornos dos estádios.

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Na capital do país, o entorno do estádio Mané Garrincha, tem uma realidade distante do projeto inicial. Estavamos previstos jardim, lagoas artificias e um complexo sistema de drenagem. No entanto, não há bancos, marquises, árvores, lixeiras ou comércio. Segundo o Tribunal de Contas, R$ 6,98 milhões foram desembolsados nas obras que nunca começaram. Nos eventos noturnos, o público reclama da falta de iluminação e de policiamento. 

Em Pernambuco, o estádio foi construído fora da capital. Em São Lourenço da Mata, distante 19 km do Recife, o equipamento tinha a previsão de atrair para a região residências, centros comerciais e uma universidade. Mas nada mudou por lá, com exceção do mato que cresceu no entorno e do entulho acumulado na área. 

Quem passa pela região do Maracanã, no Rio de Janeiro, reclama da violência no local. Os casos de roubo de celular aumentaram 220% se comparado com quatro anos atrás. Segundo a reportagem, roubo de veículos aumentou 190%.

Em Belo Horizonte, os comerciantes afirmam que a clientela caiu com as mudanças no trânsito do entorno do Mineirão. A quantidade de vagas para estacionamento foi reduzida e afastou os frequentadores.

Na capital do Rio Grande do Norte, Natal, moradores apontam melhoria do trânsito no entorno da Arena das Dunas. A construção de túneis e de um viaduto na região do movimentado bairro de Lagoa Nova ajudou a dar fluidez para a circulação dos veículos. Apesar do aspecto positivo, comerciantes afirmam que o viaduto melhorou o trânsito, porém tornou o acesso às lojas complicado. Imóveis estão fechados, porque a conclusão da obra desvalorizou os pontos comerciais. 

Em São Paulo, não há muita circulação de pedestres no entorno da Arena Itaquera. Quem se arrisca a andar a pé por lá, diz que é perigoso.

Em Salvador, o levantamento aponta intensa movimentação no entorno da Arena Fonte Nova, com bom fluxo de pessoas para o comércio local.

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