A greve dos bancários já dura 12 dias e foi reforçada nesta semana, com o fechamento de mais agências. Na Bahia, 605 bancos não abrem desde o dia 27 de setembro.
Por conta disso e por ordem do Planalto, repassada ao Ministério da Fazenda, as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal cortarão o ponto dos seus grevistas.
A mesma providência já havia sido adotada em relação aos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, vinculada ao Ministério das Comunicações.
A despeito disso, de acordo com o Blog do Josias, da Folha, Dilma mandou dizer que os gestores de bancos e empresas do governo devem se portar como administradores públicos, não como sincalistas. A Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo financeiro) reivindica 12,85%. A negociação foi interrompida. Nesta sexta (7), segundo a entidade, 8.951 agências estavam fechadas.
“Queremos quebrar a intransigência dos bancos públicos e privados”, diz o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeira, filiada à Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro. Nesta segunda-feira (3), o comando nacional se reuniu, em São Paulo, para avaliar os rumos do movimento.
A categoria reclama do “silêncio” da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Segundo a Contraf-CUT, a entidade patronal não manifestou, até agora, intenção de retomar as negociações. Os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste de 8% sobre os salários, oferecida pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).De acordo com eles, esse percentual representa 0,56% de aumento real. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8%.
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