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'Tudo indica que João de Deus chefia uma organização criminosa', afirma juiz em Goiás

Avaliação foi do magistrado Liciomar Fernandes da Silva ao determinar prisão do médium por posse de arma de fogo  |  Walterson Rosa/Folhapress

Publicado em 23/12/2018, às 08h07   Walterson Rosa/Folhapress   Redação BNews

O juiz Liciomar Fernandes da Silva, ao determinar a prisão de João de Deus por posse ilegal de arma de fogo, afirmou que as investigações apontam que o médium “chefia uma organização criminosa que atua principalmente na cidade de Abadiânia”, no Entorno do Distrito Federal. As informações são do site G1.

O investigado, acusado de abuso sexual por centenas de mulheres que o procuraram para tratamento espiritual, foi indiciado por um caso e está preso desde o último dia 16 de dezembro. Ele nega os crimes.

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Em nota enviada ao site, o advogado do médium, Alberto Toron afirmou, em nota que o "juiz fez uma afirmação grave e sem qualquer base empírica. Essa é a verdade".


Nota da defesa de João de Deus:
1. É deplorável que profissionais da imprensa tenham acesso à decisão e os advogados do investigado, não!

2. A decretação da nova prisão preventiva, além de desnecessária, pois o investigado já está preso, se mostra inidônea porque calcada no desejo de calar o clamor público contra a impunidade. A jurisprudência de nossos tribunais é pacífica no sentido de que a prisão preventiva não se presta a punir sem processo e sem defesa. Prisão preventiva serve para tutelar os interesses cautelares do processo, coisa que não se demonstrou.

4. A nova busca e apreensão foi determinada com base em denúncia anônima e foi genérica, o que é inadmissível. Mais: não se lavrou Auto de Apreensão no local como manda a lei. Portanto, a diligência é írrita.

Alberto Zacharias Toron, advogado

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