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Brumadinho: Otto quer CPI para investigar quem autorizou elevação de barragem

Parlamentar quer investigar as causas da tragédia do rompimento da barragem na Mina Córrego do Feijão, da empresa Vale do Rio Doce, em Brumadinho (MG)  |  BNews/Arquivo

Publicado em 28/01/2019, às 20h07   BNews/Arquivo   Henrique Brinco

O senador baiano Otto Alencar (PSD) enviou um requerimento para a diretoria-geral da Mesa Diretora do Senado para criar a CPI de Brumadinho. O parlamentar quer investigar as causas da tragédia do rompimento da Mina Córrego do Feijão, da empresa Vale do Rio Doce, em Brumadinho (MG). A barragem usava uma tecnologia de construção bastante comum, mas considerada uma opção menos segura: ele permite que o dique inicial seja ampliado para cima quando a barragem fica cheia, utilizando o próprio rejeito. Ou seja, a barragem vai sendo elevada na forma de degraus conforme vai aumentando o volume dos rejeitos
A comissão terá 11 membros titulares e 7 suplentes, com limite de despesas de  R$ 110.000,00, e tem como objetivo  identificar os responsáveis, quais foram as falhas dos órgãos competentes, os autores dos laudos técnicos e tomar as providências cabíveis para evitar novos acidentes. "Fiz o requerimento agora para esse fato determinado. Já conversei com alguns senadores que estão chegando aqui. Alguns apoiam e outros não apoiam. Precisamos recolher 27 assinaturas para a abertura dessa CPI", explica ao BNews.
De acordo com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e a Agência Nacional de Mineração (ANM), a barragem que se rompeu tinha a maior classe de legislação, ou seja, de grande potencial poluidor, e a categoria de dano potencial associado alto. Segundo Otto, a CPI vai investigar a direção da Vale e os demais possíveis responsáveis pela tragédia. "Envolve a Vale e tem que envolver os diretores da Vale, os diretores da Agência Nacional de Mineração, a Agência Nacional de Águas, o secretário de Meio Ambiente em Minas Gerais", destaca.
O pessedista também diz que foram dadas autorizações possivelmente indevidas para elevação da barragem. "A barragem montante é a que acumula resíduos da mineração. Então, essa barragem quando iniciou na Mina Córrego do Feijão, ela tinha apenas 18 metros e estava com 85 metros. Quero saber quem deu autorização para elevar essa barragem. Com a pressão que estava, iria acabar estourando. Isso é falta de responsabilidade. Tem que chamar as pessoas que assinaram as autorizações de elevação".

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