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Publicado em 22/03/2021, às 18h03 Arquivo/Agência Brasil Redação BNews
A cada dia mais perto da privatização, a Eletrobras cortou mais da metade de seu quadro de pessoal nos últimos cinco anos, demitindo quase 14 mil funcionários em programas de demissão incentivada ou com a venda de ativos, como as distribuidoras de energia das regiões Norte e Nordeste. As informações são da Folha de S.Paulo
Este ano a empresa tem como meta desligar mais 476 pessoas, chegando ao fim do ano com 11.612 empregados, o que representa uma queda de 55% em relação ao número vigente em 2016, quando foi iniciado o processo de enxugamento da companhia.
De acordo com a reportagem, os cortes garantiram uma economia de quase 30% nos custos com pessoal, materiais e serviços, que somaram R$ 9,1 bilhões em 2020. A redução foi uma das principais bandeiras do ex-presidente da companhia, Wilson Ferreira Júnior, que renunciou no fim de janeiro.
A companhia reduziu o número de empresas controladas de 178 em 2016 para 94 em 2020, e a meta é fechar 2021 com 49. Parte desse corte se deu em vendas de ativos como parques eólicos e parte com reorganizações societárias.
Ainda segundo a Folha de S.Paulo, foram vendidas 51 empresas, com receita de R$ 2,2 bilhões. Outras 11 foram encerradas e 20 incorporadas à Eletrobras. Com menos coligadas e controladas, a Eletrobras reduziu de 885 para 540 o número de dirigentes, incluindo diretores e conselheiros de administração e fiscais.
Em 2020, a Eletrobras registrou lucro de R$ 6,4 bilhões, 44% a menos do que no mesmo período do ano anterior. O resultado teve impacto positivo da revisão tarifária dos ativos de transmissão de energia, que garantiu um acréscimo de R$ 3 bilhões anuais na receita da companhia.
Por outro lado, o desempenho foi puxado pelo aumento das provisões para processos judiciais, que contribuiu negativamente com R$ 2,2 bilhões. Excluindo fatores extraordinários, o lucro líquido recorrente da companhia foi de R$ 9,5 bilhões, 12% a menos do que em 2019.
Com o resultado, a empresa propõe pagar mais R$ 1,5 bilhão em dividendos a seus acionistas. Em fevereiro, foram pagos R$ 2,3 bilhões em dividendos retidos, totalizando assim um valor de R$ 3,8 bilhões em remuneração a seus acionistas no ano.