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Ex-PM que fez parte de milícia de Ecko foi ameaçado de morte em presídio após delatar grupo

Ele citou nomes de antigos aliados e suas funções, detalhando o funcionamento da quadrilha  |  Divulgação

Publicado em 15/06/2021, às 11h26   Divulgação   Redação BNews

Um ex-policial militar que integrou a quadrilha do miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, e de seu irmão, Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes, recebeu ameaças dentro do presídio onde estava após delatar o funcionamento do grupo à Justiça.

O homem confessou que era envolvido com a milícia e contou sobre a participação de antigos comparsas. De acordo com o Extra, o ex-PM afirmou que se tornou informante de policiais e teria sido o responsável por fornecer dados que resultaram na operação que terminou com 159 presos, em 2018, no sítio Três irmãos, em Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

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Durante interrogatório na 2ª Vara Criminal de Santa Cruz em março de 2019, o delator admitiu seu envolvimento na maior milícia do RJ, que na época era chefiada por Carlinhos Três Pontes, morto em uma operação policial assim como Ecko.

O homem disse que sua atuação era na Baixada Fluminense e guardava armas de fogo para o grupo paramilitar. Pelo trabalho, ele recebia semanalmente R$ 500. Ele citou nomes de antigos aliados e suas funções, detalhando o funcionamento da quadrilha.

Ainda de acordo com o Extra, o ex-PM foi preso com duas pistolas e um fuzil em agosto de 2018, mas relatou que, quando foi capturado, não era mais militar. Ao tentar fazer acordo de delação premiada com o Ministério Público do Rio, ele disse ter sido ameaçado no presídio onde estava, assim como sua família, que precisou deixar o local onde morava.

O homem acredita que vazaram sua intenção de delatar e teriam oferecido R$ 500 mil para quem o matasse. Ele detalhou que a milícia chefiada por Carlinhos e depois, por Ecko, explorava diversas atividades como transporte alternativo, comercialização de botijões de gás, serviços de televisão a cabo clandestina, terraplanagem e loteamento de terrenos irregulares, além da cobrança de taxas.

Como confessou, o ex-PM conseguiu reduzir a pena e foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão por integrar o grupo criminoso.

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