Cidades
Publicado em 08/08/2015, às 21h45 Gilberto Júnior / Bocão News Victor Pinto (Twitter: @victordojornal)
Plantadas desde 2009, quando o então governador Jaques Wagner foi à França buscar parceria com a União das Cooperativas da Região de Champanhe para produção na Bahia, as videiras ainda estão em fase de teste para adequação ao solo e ao clima da região. Financiado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura (Seagri), a Unidade de Observação para avaliação técnica e econômica de Videiras Viníferas segue em fase experimental.
Para o presidente da União das Cooperativas da Região de Champanhe-França, Christian Jojot, o resultado era o esperado, mas ainda é necessário um tempo de maturação para o aperfeiçoamento da plantação. “Esse é um projeto novo e que é necessário ter tempo, pois o futuro é promissor. Tem que esperar, pois na França existem variedades de uvas de 100, 200 e até um século e aqui em Morro do Chapéu só temos ainda três anos”, afirmou. Jojot ainda ressaltou que o tipo de uva que mais vem se adequado ao solo e ao clima da Chapada são a Syrah e a Carbenet Sauvignon.
Giuliano Pereira, enologista da Embrapa, também faz um balanço dos primeiros anos e demonstra otimismo. “O nosso receio era o clima. O que nos chamou atenção em Morro do Chapéu é a amplitude técnica, faz frio a noite e calor durante o dia, das dez unidades de mudas das uvas, duas estão prosperando muito bem e nós da pesquisa temos que comprovar a eficácia, com cautela, pois os empresários querem produzir. O resultado, posso adiantar, está muito bom e aqui as uvas estão criando uma identidade regional”, disse ao acrescentar que o diferencial será em torno do aroma e sabor.
O governador Rui Costa (PT) foi enfático quanto ao objetivo de expansão da formação de videiras viníferas finas em Morro. “A ideia é sim fortalecer essa produção e ampliar. Temos que ter planejamento. São três anos de caminhada, mas temos muito mais pela frente. E vamos também buscar outros incentivos, de outras frutas, para que a Bahia possa se consolidar com uma marca não só nacionalmente, mas internacionalmente”, afirmou.