Cidades
Publicado em 31/03/2017, às 17h58 Redação Bocão News
O presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), Francisco Magalhães, afirmou que os médicos contratados pelo Instituto de Gestão e Humanização em Camaçari estão há quase dois meses sem receber os salários.
Em entrevista ao apresentador Zé Eduardo, na Metrópole FM, o dirigente contou ainda que teve uma conversa com o secretário de Saúde da atual gestão, que teria apontado indícios de superfaturamento no contrato que havia entre o instituto e antiga administração.
“Um contrato fora do padrão, um superfaturamento. E os médicos estavam com salários atrasados”, lembra o dirigente. Ainda segundo Magalhães, o secretário afirmou que está tentando rescindir o contrato milionário existente.
Em nota enviada ao Bocão News, o Instituto de Gestão e Humanização (IGH) informou que repudia a declaração de “superfaturamento dos contratos com gestão de Camaçari”, feita pelo presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), Francisco Magalhães.
Leia a nota na integra:
O Instituto de Gestão e Humanização (IGH) informou que repudia a declaração de “superfaturamento dos contratos com gestão de Camaçari”, feita pelo presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), Francisco Magalhães, já que os mesmos foram firmados a partir de processo licitatório amplamente divulgado, que contou com a participação de outras instituições concorrentes. O IGH sagrou-se vencedor da licitação por apresentar capacidade técnica e menor preço que, inclusive, está dentro dos parâmetros do mercado. O IGH se coloca à disposição para exposição e análise de todos os contratos firmados entre a instituição e a Prefeitura de Camaçari para deixar claro a idoneidade da entidade, além de dar fim a qualquer tipo de suposições infundadas e maldosas.
Quanto ao atraso dos salários dos médicos contratados pela Organização Social, salientamos que durante meses o IGH arcou solidariamente (com recursos próprios) com o pagamento dos profissionais, mesmo com os sucessivos atrasos de repasses por parte da administração municipal de Camaçari. Porém, a situação tornou-se insustentável. O IGH mantem aberto o diálogo e negociações junto à Prefeitura para resolver as pendências.