Cidades
Publicado em 27/12/2017, às 23h20 Reprodução Redação BNews
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Salvador registrou, de janeiro a dezembro desse ano, pouco mais de 100 mil trotes. O volume corresponde a 30% dos chamados e atrapalha bastante a assistência de quem realmente precisa.
"O prejuízo causado no serviço é incalculável. Muitas vítimas podem deixar de ser atendidas porque nossos profissionais estão com as linhas ocupadas com esse tipo de brincadeira de mau gosto. A situação é ainda pior quando deslocamos uma ambulância", informa o médico coordenador do Samu de Salvador, Antônio Fernando.
Passar trote em qualquer serviço de emergência é crime em todo o Brasil. A lei federal (Lei 9.472/1997) estabelece prisão de um a seis meses e multa para quem for pego em um falso chamado de socorro.
Ainda de acordo com o coordenador, os responsáveis pela realização da maioria dos trotes são de crianças e adolescentes. "Normalmente eles ligam no período de saída da escola ou intervalo. Agora que é época de férias, o número reduz bastante. No geral, os atendentes identificam facilmente. Fazemos trabalho educativo com palestras nos colégios, mas ainda recebemos um quantitativo muito grande de solicitações falsas", pontuou Fernando.