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Lauro de Freitas: em 72h, cidade recebeu mais chuva do que a média histórica de todo o mês de maio

Mais de 370 pessoas ficaram desalojadas  |  Edgard Copque/Prefeitura de Lauro de Freitas

Publicado em 11/05/2019, às 21h41   Edgard Copque/Prefeitura de Lauro de Freitas   Redação BNews

Localizada na região metropolitana de Salvador, a cidade de Lauro de Freitas foi atingida por 206 milímetros de chuva nas últimas 72h, principalmente na madrugada deste sábado (11). As informações são da prefeitura. A Defesa Civil informou que o índice é maior do que a média histórica de todo o mês de maio, que é de 186 milímetros.

Segundo o Climatempo, em Portão, bairro mais atingido, em seis horas, final da noite de sexta-feira (10) e madrugada de sábado, a região foi atingida por 127 milímetros. As fortes chuvas que começaram nesta sexta-feira (10) e continuaram no sábado (11) deixaram um rastro de destruição e transtornos em Lauro de Freitas.

No balanço da Defesa Civil, já são mais de 370 pessoas desalojadas abrigadas em escolas e templos religiosos, cinco queda de árvore que interditaram vias importantes, como a Rua Gerino de Souza Filho e Avenida Luiz Tarquínio, no Centro, queda de muros, deslizamento de terra, alagamentos de vias e destelhamento de casas. Mais de 250 chamadas congestionaram os telefones da Defesa Civil. O órgão tem o apoio das centrais de videomonitoramento e do Centro Integrado de Mobilidade Urbana (CIMU), que identificam alagamentos e situações de risco.

O transbordamento dos rios foi a principal causa da inundação das casas. De acordo com a prefeita Moema Gramacho (PT), além da concentração de chuva em um curto período de tempo, o temporal coincidiu com a maré alta. “A cidade está no nível do mar, quando chove e a maré represa as águas, os rios transbordam e geram todo esse transtorno para as populações próximas”, destaca.

Durante toda a madrugada, a prefeita, secretários e agentes da Defesa Civil percorreram os bairros mais atingidos para orientar as providências que deveriam ser tomadas. Em Portão, situação mais grave, 300 famílias foram retiradas de suas casas às margens do Córrego dos Irmãos e abrigadas na Escola Cadetes Mirins. Colchões, lençóis, água e alimentos foram distribuídos aos abrigados.

Parte das famílias desalojadas já foram cadastradas para o programa do bolsa aluguel. “O município tem hoje mais de mil famílias no programa bolsa aluguel, pessoas que moravam em áreas de risco e foram retiradas nos últimos meses”, informa a prefeita, lembrando que isso evitou um número maior de desalojados.


Vias interditadas Na Avenida Santos Dumontt, as águas do Rio Ipitanga cobriram a ponte impedindo o trânsito de veículos. A via foi interditada por agentes da Secretaria de Trânsito, Transporte e Ordem Pública (Settop), no sentido litoral. O fluxo de veículos foi desviado para ruas próximas gerando um grande engarrafamento. A Secretaria recomenda que os motoristas que vierem de Salvador sentido litoral utilizem a Via Metropolitana.

Na Lagoa da Base, várias ruas e casas foram inundadas. No local, a Secretaria de Infraestrutura, utilizou bombas de sucção e um caminhão de hidrojateamento para desentupir bueiros, e abriu valas para o escoamento das águas. Itinga e Caji também foram afetados com queda de árvores e de muro, e alagamento de vias. Nestes bairros a Defesa Civil distribuiu lonas para cobertura das áreas de risco.

No bairro do Caji e na rua do Jockei, no Centro, o Corpo de Bombeiros fez o resgate de famílias ilhadas. Muitos moradores preferiram continuar no imóvel, mesmo com o alerta de risco. A Settop também monitora a Avenida Luiz Tarquínio, na primeira portaria de Vilas até a entrada da Priscila Dutra, e a Beira Rio.

A situação fez a prefeita Moema Gramacho decretar Situação de Emergência no município por 90 dias, após reunião com a Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado – SUDEC, na tarde deste sábado.


Serviço Em situação de emergências, a população deve ligar para 3379-4843 / 3288-8628 ou 199.

Classificação Indicativa: Livre


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