Cidades
Publicado em 02/06/2020, às 14h56 Divulgação Redação BNews
Dor nas costas, dificuldade para pegar objetos mais pesados, de locomoção e até mesmo para trabalhar. Esses são alguns dos principais sintomas e consequências da hérnia de disco, doença que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atinge cerca de 5,4 milhões de brasileiros.
O tratamento convencional funciona à base de fisioterapia, medicamentos e até acupuntura. No entanto, nos episódios mais graves essas medidas não são suficientes, e então os ortopedistas recomendam a cirurgia. “A hérnia de disco ocorre quando os discos que são estruturas em forma de anéis que ficam entre as vértebras da coluna se desgastam, saem da posição normal e comprimem as raízes nervosas que emergem da região. O resultado é um dor que pode ser incapacitante, perdura por meses e tem potencial para se tornar crônica. Entorno de 10% a 15% dos pacientes com hérnia de disco têm indicação cirúrgica”, explicou Alexandre Andrade, médico especialista em cirurgia de coluna.
Apesar de causar fortes dores que impedem o acometido de realizar tarefas simples do dia a dia, a pandemia do coronavírus tem gerado receio em alguns pacientes que necessitam passar pelo procedimento cirúrgico tradicional, que precisa de anestesia geral e tem o tempo médio de recuperação de dois meses.
Mas na Bahia já é possível realizar uma técnica menos invasiva para corrigir o problema e o paciente ainda recebe alta no mesmo dia. Através da cirurgia endoscópica é possível remover a hérnia que está comprimindo o nervo com um corte de apenas 8 milímetros. “Por esse método, após anestesia local e sedação é feita uma pequena incisão. Por ela é inserida uma cânula pela qual passará um dispositivo com uma pequena câmera acoplada. Dessa maneira, você consegue retirar a hérnia e o paciente recebe alta no mesmo dia, fato que reduz o tempo de permanência em ambiente hospitalar e, consequentemente, minimiza a vulnerabilidade à exposição do Covid-19. Em 15 a 20 dias o paciente pode retornar às suas atividades normalmente”, declarou Alexandre Andrade, pioneiro na técnica no estado.