Cidades
Publicado em 13/08/2026, às 09h40 Devid Santana / BNews Anderson Ramos
O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na Bahia, Roberto Alcântara de Souza, culpou a Via Bahia pelo buraco que vem causando transtornos há mais de um mês no KM 604 da rodovia BR-324, na altura de Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador.
Em entrevista ao programa Giro Baiana da Rádio Baiana FM (89,3 FM) nesta quinta-feira (13), Roberto Alcântara informou que o DNIT foi surpreendido com a complexidade do problema durante a investigação para apurar as causas da erosão.
“O DNIT fez trabalho convencional, abriu o buraco, fez a reposição, com a expectativa de que o problema seria sanado. No entanto, logo após o preenchimento, o buraco voltou a ceder, e aí nós fomos investigar e entendemos que há uma galeria ali que nós não sabíamos da existência”, iniciou.
“A BR era administrada pela Via Bahia, como todos sabem. Antes da transferência da BR- 324 e 101, a concessionária informou que estava entregando tantos bueiros que estão localizados em tais locais, tantas passarelas, tantos viadutos. No entanto, esta galeria não constava daquele inventário que foi passado para o DNIT”, afirmou.
Segundo o superintendente, a galeria está a 22 metros de profundidade e tem 180 metros de extensão. De acordo com Roberto, os bueiros na BR-324 costumam ter entre 14 e 15 metros de extensão, tamanho 10 vezes menor do que o que foi encontrado no trecho da rodovia.
“Nós não conseguimos colocar pessoas dentro da galeria por causa do perigo, então, nós temos que fazer a vistoria com robô. Nós já colocamos três robôs dentro dessa galeria para fazer a filmagem para que a gente possa identificar se há conexão entre aquele afundamento e a galeria. É isso que nós estamos descobrindo agora”, relatou.
Ainda de acordo com Roberto, as intervenções para a resolução do problema devem iniciar ainda em agosto.
“Nós estamos fazendo sondagens e uma série de ensaios tecnológicos altamente complexos, inclusive com dificuldade de conseguir esses equipamentos aqui no Brasil para a gente fazer a vistoria do bueiro. Muito provavelmente nós teremos que fazer a substituição da atual galeria de 180 metros através de um método não destrutivo, para não impactar o tráfego da rodovia. Mas para isso nós precisamos concluir essa vistoria dentro desse mês, que é um serviço altamente complexo, dada a segurança dos trabalhadores para em seguida a gente fazer provavelmente essa injeção de calda de cimento, para estabilizar o solo”, informou.