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Cidades baianas afetadas por onda de violência entre indígenas e fazendeiros têm patrulhamento ampliado pela PM e PF

A força-tarefa busca articular ações para conter a violência entre indígenas e fazendeiros na Bahia  |  Ilustração | Bruno Peres/Agência Brasil

Publicado em 19/03/2025, às 16h00 - Atualizado às 16h05   Ilustração | Bruno Peres/Agência Brasil   Thiago Teixeira

O Gabinete de Gestão de Crise, criado para frear a escalada de violência entre povos originários e produtores rurais em cidades do Sul baiano, tem ampliado ações de patrulhamento e inteligência em áreas afetadas.

A “força-tarefa” visa coordenar e articular ações estratégicas voltadas para a preservação da ordem pública e a mediação dos conflitos nos municípios de Itamaraju, Prado e Porto Seguro.

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A situação em todos os munícipios tem se intensificado com registro de invasões, agressões e ameaças de morte. No último sábado, indígenas chegaram a invadir um parque nacional em Prado, obrigando o local a ser fechado por tempo indeterminado.

O gabinete, liderado pelo Comando de Policiamento da Região do Extremo Sul da composto Polícia Militar (PM-BA), é composto por representantes da Polícia Federal (PF), Polícia Civil, Ministério Público Federal (MPF), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e Superintendência de Assuntos dos Povos Originários.

O BNews apurou que, dentre as principais ações deflagradas pelo gabinete de crise até o momento, estão o reforço da segurança pública e atuação da Força Integrada que foi mobilizada para intensificar o policiamento ostensivo e garantir a estabilidade nas áreas de maior risco.

De acordo com a PM-BA, foram implementadas ações de patrulhamento preventivo, pontos de controle estratégico e monitoramento contínuo nas regiões afetadas. Outro ponto focal é o monitoramento e inteligência situacional que têm ocorrido através do levantamento de informações para antecipação de riscos.

O gabinete de crise também tem atuado na identificação de focos de tensão e subsídio às decisões estratégicas, além do compartilhamento de dados entre as forças de segurança e os órgãos envolvidos para atuação coordenada e eficaz.

Ampliação do diálogo

Também foram realizadas mediações com as partes envolvidas. Uma reunião com a Superintendência de Assuntos dos Povos Originários ocorreu no último domingo (16), para alinhamento de diretrizes voltadas à proteção das comunidades tradicionais.

Um outro encontro com representantes dos produtores rurais, promovendo um canal de diálogo sobre a segurança jurídica e territorial na região. Além disso, um debate com lideranças das comunidades indígenas e tradicionais está em fase de agendamento, visando a consolidação de um espaço de mediação para soluções equilibradas e pacíficas.

Desde sua instalação, o Gabinete de Gestão de Crise realizou reuniões estratégicas para alinhar medidas de contenção e mediação. Também foram estabelecidos protocolos para garantir a segurança da população e a legalidade das ações desenvolvidas”, afirmou a PM, por meio de nota.

A Polícia Civil e a Polícia Federal seguem atuando na apuração dos eventos e na identificação de possíveis responsáveis por ilícitos, garantindo a responsabilização de condutas que atentem contra a ordem pública e o Estado de Direito. O MPF acompanha a situação, assegurando que todas as medidas adotadas estejam em conformidade com a legislação vigente e os direitos fundamentais.

O Gabinete de Gestão de Crise permanece ativo, realizando avaliações constantes do cenário e ajustando as estratégias de atuação conforme a evolução da conjuntura regional. O compromisso das instituições envolvidas é com a preservação da ordem pública, a segurança da população e a pacificação dos conflitos, assegurando uma resposta técnica e coordenada que resguarde os direitos e garantias de todos os envolvidos”, afirmou a nota da PM.

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