Cidades

Ex-diretora de escola que proibiu lanche de aluno autista vai receber elevada aposentadoria; confira o valor

O aluno, diagnosticado com autismo, tinha documentos que comprovavam seletividade alimentar  |  Ex-diretora de escola que proibiu aluno com autismo de levar lanche tem aposentadoria voluntária publicada - Reprodução/TV Subaé

Publicado em 07/09/2024, às 13h45   Ex-diretora de escola que proibiu aluno com autismo de levar lanche tem aposentadoria voluntária publicada - Reprodução/TV Subaé   Bruna Ferraz

A diretora do Instituto de Educação de Tempo Integral Gastão Guimarães, um dos colégios públicos tradicionais de Feira de Santana, localizado a cerca de 100 km de Salvador, Alfreda Maria Silva Campos Neta Xavier, teve sua aposentadoria voluntária publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta sexta-feira (6).

📲 Mantenha-se informado! Siga o CANAL DO BNEWS NO WHATSAPP e receba as principais notícias diretamente no seu dispositivo. Clique e não perca nada!

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

A escola ganhou notoriedade após um estudante com espectro autista ter sido proibido de levar seu lanche. Segundo a mãe do adolescente de 14 anos, ele possui seletividade alimentar severa, uma condição comum em muitas pessoas com autismo, o que faz com que ele só aceite certos alimentos e rejeite outros por causa de cheiros e texturas.

O colégio justificou a proibição alegando que não permite lanches externos para evitar alimentos estragados e o risco de contaminação. No entanto, uma semana após a denúncia, a diretora foi afastada das atividades e, segundo a Secretaria de Educação da Bahia (SEC), substituída pelo vice-diretor da instituição.

De acordo com o DOE, Alfreda Maria se aposentará com um valor total de R$ 15.983,51, distribuído da seguinte forma:

O estudante ingressou na escola no início deste ano, mas sua família afirma que ele não recebeu o Plano de Educação Individual (PEI), destinado a alunos com necessidades especiais. A mãe do adolescente, Jandira Carla Oliveira, destacou que a instituição tinha acesso a toda a documentação de um neurologista que explicava a seletividade alimentar do filho.

Jandira também relatou que, após o incidente, tentou dialogar com a diretora. Como não obteve resposta, denunciou a situação ao Núcleo Territorial de Educação e ao Conselho Tutelar no dia 16 de agosto. Desde então, o estudante não retornou à escola.

A mãe ainda afirmou que a então diretora sugeriu que, caso não estivesse satisfeita com a abordagem da escola, procurasse uma instituição particular de ensino.

Classificação Indicativa: Livre


TagsFeira de Santanadiretoraautismoaposentadoria voluntáriaDOEseletividade alimentar

Leia também


Eventos alteram o trânsito em diversos bairros de Salvador neste fim de semana


Lula vai receber Elmar Nascimento e Antônio Brito para conversar sobre sucessão na Câmara