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Mulher sofre aborto espontâneo e enterra feto errado no interior da Bahia; entenda

Após um aborto espontâneo, mãe descobre que o feto sepultado não era seu filho  |  Divulgação/Sesab

Publicado em 18/11/2025, às 07h05   Divulgação/Sesab   Redação BNews

Uma mulher que mora em Irecê, cidade localizada ao norte da Bahia, passou por duas tragédias ao perder o filho durante um aborto espontâneo e, dias depois, descobrir que havia sepultado o feto errado. As informações são do g1.

De acordo com a mãe, o aborto espontâneo ocorreu em 12 de novembro e, dois dias depois, o Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho liberou o feto para o sepultamento. Em meio ao processo de luto, a família realizou o velório e o enterro.

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No entanto, no dia seguinte, um funcionário do hospital entrou em contato com a família e pediu para que fossem à unidade de saúde. No local, foram informados de que houve uma troca e que o feto entregue para sepultamento não era o filho deles.

"Fiz o reconhecimento na hora da liberação, mas eles eram idênticos. Tinham o mesmo mês de nascimento, o mesmo tamanho. Estava roxinho por estar morto. O erro foi deles, porque no papel de óbito estava tudo: meu nome, a hora, a data. Quem foi irresponsável foram eles, por não conferirem o documento. Meu bebê estava no congelador e o da outra mãe não estava", relatou a mulher.

Diante da situação, família precisou autorizar a exumação e realizar um novo sepultamento, agora com o feto correto.

A Polícia Civil informou, em nota, que a 1ª Delegacia Territorial de Irecê está investigando a denúncia de uma possível troca de fetos. O caso foi registrado no sábado (15), e testemunhas estão sendo ouvidas.

Já a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) afirmou que instaurou uma sindicância para apurar a entrega equivocada. De acordo com a pasta, assim que o erro foi identificado, a direção do Hospital Regional Mário Dourado Sobrinho, administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) acionou a polícia, procurou o cemitério e as famílias envolvidas, realizou a troca dos fetos e prestou assistência aos dois núcleos familiares durante todo o processo. A colaboradora responsável pela liberação foi afastada preventivamente até a conclusão das investigações.

A Sesab, por fim, informou que reforçará os protocolos de identificação e segurança para evitar que situações semelhantes se repitam e que está acompanhando a apuração da Polícia Civil.

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