Cidades
Publicado em 09/09/2026, às 16h15 Os animais foram encaminhados para a UFBA, onde farão parte de pesquisas - Reprodução/Redes Sociais Elisa Martins
A espécie marinha peixe-leão, considerada venenosa, foi vista e teve exemplares pescados no Porto da Barra, em Salvador, no último sábado (5). A situação preocupa às autoridades locais por se tratar de um animal perigoso e que requer monitoramento e controle.
De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema), os animais encontrados foram levados para a Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde serão analisados em pesquisas.
No final de agosto deste ano, cerca de 500 peixes-leão foram retirados do litoral de Porto Seguro, no sul da Bahia, em quase um mês. A responsável por esta ação é a Colônia de Pescadores em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac).
O animal é uma espécie exótica, nativo da região do Indo-Pacífico. Por ser um predador feroz, ele pode provocar alterações negativas na biodiversidade, causando desequilíbrios nos ecossistemas recifais. Além disso, ele consegue comer até 20 peixes em um tempo de 30 minutos, mesmo se forem animais com até 70% do seu tamanho.
Para ajudar a Secretaria a localizar a espécie e definir meios de controle, o preenchimento de um formulário disponibilizado pelo órgão pode ser feito por moradores, pescadores, mergulhadores do litoral baiano.
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Caso uma pessoa encontre o animal, é recomendado não tocar nele diretamente. Sobre a captura, pessoas sem devido treino ou capacitação para manejar não devem tentar retirar o peixe da água.
A precaução é principalmente pelo fato do peixe-leão ter 18 espinhos venenosos em seu corpo e poder causar em humanos dor intensa, náuseas e levar a convulsões. No entanto, não é comum ele atacar pessoas.
É necessário ter cuidado com os espinhos também por eles continuarem venenosos mesmo após o peixe morrer.
Para pessoas capacitadas que capturam, deve-se colocar o animal em um recipiente rígido e seguro, que possa impedir fugas e perfurações. Logo depois, a recomendação é encaminhá-lo a um órgão ambiental ou instituição de pesquisa parceira.
No momento do transporte, o peixe deve ser mantido em um cooler, isopor ou balde com gelo.
A Sema promoveu, no início do mês, um Curso de Manejo Seguro do Peixe-Leão para capacitar profissionais locais na identificação, monitoramento, registro, captura, transporte e destinação adequada da espécie, além de recomendar dicas para prevenção e resposta a possíveis acidentes.
Gestores públicos, pesquisadores, pescadores artesanais, mergulhadores e outros profissionais do litoral participaram.
A próxima edição do projeto está prevista para novembro, em Porto Seguro.
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