Durante a inauguração do emissário submarino Bocão do Rio, realizada na última sexta-feira (27), o governador Jaques Wagner foi para o ataque e afirmou à reportagem de A Tarde que a tese dele agora é ir para a justiça para conseguir os recursos destinados à construção da Arena Fonte Nova.
De acordo com ele, os conselheiros de Tribunal de Contas do Estado (TCE) estão “empatando” a obra e precisam entender a Parceria Público Privada (PPP) não é uma obra pública. Para Wagner, “PPP você compra o serviço, não compra a obra”. O gestor diz ainda que o estado não entrou com os recursos, que o que fez foi um projeto básico e disse (para as construtoras): “quero um estádio com 50 mil lugares. Me entregue e pagarei X por mês pela gestão”.
O governador se esquece de que aquilo que entende como birra dos conselheiros da 2ª Câmara do TCE está previsto no contrato assinado por ele, as construtoras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – principal fornecedor do dinheiro da obra. Ora, como o mesmo já disse publicamente em diversas oportunidades: o que é combinado não sai caro.
Vale ressaltar que não há, até o momento, evidências de que os conselheiros estejam agindo de má-fé. Isto porque, assim como o governador cobra que eles tenham prazos para entregar o parecer que autoriza a liberação de crédito, os conselheiros já cobram há mais de um ano o projeto que vai balizar o documento.
Nesta disputa de ovo e galinha o que se espera é uma Copa do Mundo boa para o estado, desde que, não se comprometa mais do aquilo que se pode dar e dentro de que prevê a Lei e as regras que foram acordadas entre as partes envolvidas. Não adianta construir um está e de pois pendurar a conta, outra vez, nas costas do cidadão baiano.
Foto: Roberto Viana // Bocão News
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