Coronavírus

Médico que morreu em Ilhéus após recuperação do coronavírus havia tomado cloroquina, confirma secretário da Saúde

O titular da pasta da Saúde na Bahia ainda afirmou que a combinação dos dois medicamentos, defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro, pode levar a arritmias  |  Divulgação

Publicado em 21/04/2020, às 09h40   Divulgação   Redação BNews

Através de uma publicação em seu Twitter, o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Villas Boas, informou que o médico de 55 que morreu após contrair o coronavírus, chegou a tomar hidroxicloroquina e hidroxicloroquina. A vítima do mal súbito foi Gilmar Calazans, falecido na cidade de Ilhéus.

“Médico de 55 anos estava usando hidroxicloroquina para COVID-19. Ele era hipertenso e diabético, vinha em tratamento domiciliar há 4 dias, com a combinação hidroxicloroquina e azitromicina, com melhora clínica, já sem febre ou dispneia, quando apresentou um mal súbito”, publicou. 

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“Levado por familiares, deu entrada na emergência do Hospital da Costa do Cacau em parada cardiorrespiratória. Foi submetido a manobras de reanimação por 45 min, permanecendo sem estabilizar o ritmo cardíaco, terminando por evoluir para o óbito”, completou.

O titular da pasta da Saúde na Bahia ainda afirmou que a combinação dos dois medicamentos, defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro, pode levar a arritmias. “É sabido que a cloroquina e a hidroxicloroquina podem levar a arritmias cardíacas graves potencialmente fatais. Seu uso deve ser precedido de avaliação cardiológica e realização de eletrocardiograma”.

“Por ser médico, o paciente conseguiu acesso à hidroxicloroquina  e azitromicina, dispensadas com receita médica e vinha em uso domiciliar.  Ele era hipertenso e diabético com controle adequado”, concluiu. 

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