Coronavírus

Governo não pode dar "cheque em branco" a prefeitos que fecharam economia, diz deputado bolsonarista sobre auxílio a municípios

Vitor Hugo (PSL-GO), o texto atual foi "aperfeiçoado" no Senado; nesta semana, o prefeito ACM Neto se queixou do repasse à capital baiana  |  Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Publicado em 06/05/2020, às 10h27   Pablo Valadares/Câmara dos Deputados   Luiz Felipe Fernandez

O deputado federal Vitor Hugo (PSL-GO), líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, afirmou que o texto aprovado no Senado do projeto de auxílio financeiro a estados e municípios, de forma a repor as perdas por arrecadação em meio à crise instaurada do novo coronavírus, foi satisfatório.

Nesta segunda-feira (4), o prefeito de Salvador, ACM Neto, se queixou da ajuda destinada à capital baiana. Presidente nacional do DEM, partido aliado do governo Bolsonaro, alegou que o texto final ficou "menos favorável" para o município, o que vai gerar uma falta de cobertura no valor de R$ 50 milhões.

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Em live do BNews no programa Política Agora na noite desta terça-feira (5), o parlamentar respondeu ao jornalista Pedro Vilas-Boas que o que pode ser visto como uma desidratação do projeto, na verdade foi um "aperfeiçoamento". Caso contrário, segundo Vitor Hugo, a medida seria uma forma de "premiar" as lideranças que fecharam a economia local e prejudicaram os cidadãos.

"Projeto muito bom, foi aperfeiçoado no senado [...] estamos fazendo todo esforço para ajudar estados e municípios, mas com algumas contrapartidas [...] a gente não pode é ter uma irresponsabilidade fiscal, de dar cheque em branco. Não pode premiar governadores e prefeitos que fecharam completametne as suas economias, sem sopesar as duas vertentes: econômica e sanitária", destacou Vitor Hugo, que reforçou que os critérios de distribuição foram "revisados".

O texto-base do pacote econômico de R$ 125 bilhões, que substitui a PLP 149 - o Plano Mansuetto - foi aprovado nesta terça-feira, em sessã virtual, por 437 votos a favor e 34 contra. Agora os destaques serão analisados pelos parlamentares, que poderão propor mudanças. Depois, retorna ao Senado antes da sanção do presidente Jair Bolsonaro.

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