Coronavírus

Rui e Neto mantêm bons índices de aprovação em meio à pandemia e Bolsonaro segura apoiadores na Bahia, diz pesquisa

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Publicado em 16/05/2020, às 09h05   Arquivo/BNews   Redação BNews

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o governador Rui Costa (PT) e, principalmente, o prefeito ACM Neto (DEM), mantém bons índices de aprovação, especialmente em comparação aos demais prefeitos e governadores do Brasil, que tiveram queda considerável na avaliação positiva, de acordo com pesquisa do DataPoder360, publicada em parceria com o Grupo A Tarde neste sábado (16).

Por sua vez, o presidente da República, Jair Bolsonaro, que fará a segunda troca no Ministério da Saúde após a saída de Nelson Teich e sofre pressão por ser acusado pelo ex-ministro Sergio Moro de tentar interferir no trabalho da Polícia Federal, também teve crescimento discreto na aprovação entre os baianos. 

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Na primeira parte do levantamento, feita em abril, Rui, um dos governadores que têm estado na linha de frente nas duras críticas à conduta Bolsonaro frente à pandemia de Covid-19, teve uma queda de 4% na aprovação, de 61% para 56% dos baianos que avaliavam positivamente o seu trabalho. No fim de abril, contudo, voltou a crescer e está em 60%.

Na capital, o líder do Executivo baiano tem um desempenho pior. A sua avaliação positiva diminuiu de 72% para 67%, enquanto aqueles que consideram o seu comando ruim ou péssimo, cresceu de 6% para 13%.

Já ACM Neto, prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, vê crescer ainda mais a sua aprovação em meio aos soteropolitanos. Na primeira rodada, subiu de 73% para 77%, e nesta segunda disparou para 84%.

Se a nível nacional, Jair Bolsonaro mantém fiel o seu 1/3 de apoiadores que contribuem para manter a sua popularidade, na Bahia, o presidente teve ainda um discreto crescimento na aprovação e queda na rejeição. 

Ameaçado após vir à tona o conteúdo de uma reunião ministerial onde teria sugerido ao então ministro Sergio Moro que poderia trocar o comando da pasta se não pudesse nomear um novo superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, o capitão tinha uma boa ou ótima gestão para 29% dos baianos, no início de abril. Na segunda parte da pesquisa, o número oscilou para 31%. Os que avaliam o seu governo como ruim ou péssimo desceu de 59% para 54%, enquanto os que consideram o governo regular diminuir de 19% para 15%.

Apoiado pela classe mais rica do eleitorado na Bahia, Bolsanaro permanece com um índice ruim com esta parte da sociedade. Considerando os que ganham mais de 10 salários mínimos, a metade (50%) avalia o seu governo como ruim ou péssimo. O número aumenta quando diminui a renda: entre os que recebem entre 5 e 10 salários, o índice de rejeição é de 67%.

MANIFESTAÇÕES CONTRA O STF

Os números em relação às manifestações do STF e a participação de militares no governo segue a tendência do 1/3 do fiel público bolsonarista. Na Bahia, é ligeiramente maior o número de baianos que acreditam que atos em ataque ao Judiciário deveriam ser proibidos: 35%. Já 29% concordam que podem acontecer normalmente, enquanto a maioria das pessoas (36%) não soube responder.

Em Salvador, é ainda maior o número de pessoas que defendem a proibição destes protestos, que em Brasília, contaram com a participação do presidente Jair Bolsonaro: 39%, contra 24% dos que não concordam. A quantidade daqueles que não souberam responder é quase a mesma (37%) na capital.

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