Coronavírus

Curvello fala de campanha "dura" sobre Covid-19 e reclama falta de "linguagem única" dos governos estaduais e federal

Secretário de comunicação da Bahia falou sobre a campanha que viralizou nas redes sociais   |  Divulgação

Publicado em 23/12/2020, às 15h08   Divulgação   Redação BNews

Com o recente aumento de casos de infecção e mortes pelo novo coronavírus no Brasil, o governo do Estado da Bahia fez uma propaganda em um tom forte e realista (assista aqui) para alertar a população sobre os riscos das aglomerações em festas de fim de ano. A peça publicitária, que só tinha indo ao ar nas redes sociais e estreia na TV nesta quarta-feira (22), teve tanta repercussão que viralizou. 

Em entrevista à GloboNews na tarde desta quarta-feira (23), o secretário de Comunicação da Bahia, André Curvello, falou sobre a importância dessa iniciativa do governo. "Gera política, elogio, críticas, mas termina sendo positivo pra chamar atenção das pessoas", disse. Curvelo 

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O secretário falou sobre o que motivou a investir na referida estratégia de comunicação: "A gente tem que estar muito preocupados com a ocupação dos leitos de UTI e, diante desses números alamentes, resolvemos aumentar o tom da campanha, da comunicação, mais sério, mais dramático. Fizemos mais de dez campanhas desde o primeiro momento, em março. Mas essa é a mais dura porque a gente está percebendo um índice grande na faixa entre 19 e 29 anos. Os jovens estãao indo pra baladas, paredões, festas e estão levando vírus pra suas residências".

Curvelo afirmou que o governo está preparando uma campanha para receber turistas. "Com fechamento de destinos internacionais, o Brasil se torna a preferência nos destinos. Temos que chamar o turista para a responsabilidade de fazer sua parte". Ele também confirmou que está em produção uma campanha para que as pessoas procurem a vacina e sejam vacinadas. 

André Curvelo falou da importância de passar a mensagem correta e criticou a falta de uma comunicação nacional sobre a vacinação. Segundo ele, os estados dizem uma coisa, o governo federal diz outra. "Seria necessária uma linguagem única. Se o país tivesse uma unidade de informação, estaria em outro patamar e facilitaria o trabalho dos estados", concluiu. 

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