Coronavírus

Infectologista alerta que nova cepa do coronavírus pode não ser detectada por exame de anticorpos

É provável que pessoas infectadas pela nova variante façam o PCR e o resultado seja falso negativo  |  Reprodução / CNN

Publicado em 02/01/2021, às 14h04   Reprodução / CNN   Redação BNews

Alberto Chababo, médico e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, alertou, em entrevista à CNN, sobre os perigos da mutação do vírus e como os laboratórios que detectam a Covid-19 devem desenvolver sua tecnologia a fim de evitar falsos negativos.

Segundo o especialista, alguns exames podem não reconhecer os anticorpos destas cepas variantes, gerando os chamados falsos negativos.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

“Ainda estão sendo testados os vários métodos de diagnóstico para ver se tem algum impacto, principalmente em relação à sorologia, na falha de detecção dessa nova cepa”, destacou Chababo.  

Por isso, é provável que pessoas infectadas pela nova variante façam o PCR e o resultado seja falso negativo. Segundo o médico, os laboratórios têm que se adaptar e não usar apenas um único alvo na detecção. 

“No PCR, a recomendação, inclusive que a Anvisa soltou agora, é realizar sempre a busca por pelo menos dois ou três alvos, porque se você falhar no alvo S, que é o da mutação, você ainda vai ter os outros dois alvos para fazer a identificação da presença do coronavírus ali e reduzir o risco de um falso negativo no PCR”, explicou vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. 

O médico infectologista diz que a cepa tem a capacidade de causar a doença da mesma forma do que as cepas anteriores. Entretanto, o que chham atenção é a alta taxa de transmissão desta mutação. 

“Ela consegue causar surtos com um número muito maior de pessoas infectadas. Como em torno de 20% das pessoas infectadas vão evoluir para um quadro que necessite de internação hospitalar e em torno de 5% evoluem para um quadro grave, que precisa de ventilação mecânica e Unidade de Terapia Intensiva, esse aumento do número de casos leva a um aumento dos casos graves e um aumento da mortalidade relacionado à estes casos graves. Esta é a preocupação”, sinalizou Alberto Chababo. 

Classificação Indicativa: Livre


TagsBahiasaudeboletimbnewspandemiacovid-19Coronavirus