Coronavírus

Rio libera comércio na praia e amplia horário de bares e restaurantes

O prefeito Eduardo Paes (DEM) publicou um decreto nesta quinta (11) ampliando o prazo das regras até o dia 22  |  Tomaz Silva/Agência Brasil

Publicado em 11/03/2021, às 14h28   Tomaz Silva/Agência Brasil   Folhapress

Na contramão de outras capitais e com 90% das UTIs públicas ocupadas, o município do Rio de Janeiro decidiu flexibilizar parte das restrições que havia imposto há uma semana. O comércio na praia e na orla voltou a ser permitido, e o horário de funcionamento de bares e restaurantes foi estendido.

O prefeito Eduardo Paes (DEM) publicou um decreto nesta quinta (11) ampliando o prazo das regras até o dia 22. "[Elas podem] mudar em edição extraordinária, se a gente tiver alguma mudança brusca, ou até se verificarmos algum comportamento inadequado por parte de alguns desses setores", disse ele em entrevista coletiva.

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Os quiosques da orla, que haviam sido proibidos, podem reabrir das 10h30 às 21h. Já os ambulantes e barraqueiros fixos na areia, também vetados anteriormente, podem vender até as 17h. A previsão é de sol para o fim de semana, o que normalmente feito as praias cariocas ficarem cheias.

Bares e restaurantes só estavam liberados das 6h às 17h, mas agora passam a funcionar até as 21h, com atendimento por entrega e retirada após esse período. Na última semana, donos de estabelecimentos foram à Justiça contra a limitação e chegaram a conseguir uma liminar que alongou o expediente, mas ela foi derrubada no dia seguinte a pedido da prefeitura.

Os outros serviços poderão abrir das 8h às 17h, e os comércios, das 10h30 às 21h, inclusive em shoppings. Antes, as atividades com atendimento presencial em geral estavam permitidas das 6h às 20h. O objetivo dos horários escalonados, segundo a prefeitura, é evitar aglomerações no transporte público, que têm sido frequentes.

Todos os negócios citados no decreto devem seguir o limite de 40% da capacidade. Continua proibido permanecer nas ruas e praças das 23h às 5h (mas é permitido circular), promover qualquer tipo de evento ou festa e vender bebidas alcoólicas em bancas de jornal.

Além de supermercados, farmácias e serviços de saúde, as restrições não incluem padarias, academias de ginástica, cultos religiosos, bancos e hotéis ou pousadas. Também não valem para atividades esportivas e áreas comuns em condomínios.

A responsabilidade pela fiscalização é da Secretaria de Ordem Pública, da Guarda Municipal e da vigilância sanitária. Os agentes poderão apreender mercadorias, instrumentos musicais e veículos, assim como fazer interdições e aplicar multas –o valor é de R$ 562 para pessoas físicas e R$ 3.100 para estabelecimentos.

Locais que desrespeitarem as regras também podem ser fechados por até 15 dias e, caso não cumpram a interdição, perder o alvará de funcionamento definitivamente. Paes ressaltou na entrevista que as medidas serão duras.

Esta foi a primeira vez que o Rio restringiu atividades desde a reabertura em meados do ano passado. Mesmo quando os casos e mortes voltaram a subir, no final de 2020, as atividades econômicas e espaços de lazer permaneceram abertos.

O estado registra 73% das suas UTIs ocupadas nesta quinta, com uma média de quarto horas de espera por um leito, mas a capital tem situação pior. Desde novembro, o município mantém um índice acima de 80%, chegando agora a 90%. As variantes do vírus já são predominantes entre os casos analisados, segundo a Fiocruz.

Eduardo Paes vinha resistindo a adotar regras mais rígidas como outras capitais, argumentando que os dados locais ainda apontavam para uma redução da doença, mas agora afirma que a intenção é se antecipar a um novo colapso. Segundo ele, a decisão foi tomada porque se nota um aumento dos atendimentos de pacientes com sintomas gripais em unidades da rede básica e UPAs (unidades de pronto atendimento).

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