Após três anos, a justiça decidiu que Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, mais conhecido como Cadu, que assassinou o cartunista Glaudo e o seu filho Raoni, deverá cumprir regime de internação compulsória em um hospital psiquiátrico por três anos, com possibilidade de prorrogação.
Segundo a Folha Online, o "Cadu" foi considerado pela justiça como esquizofrênico e, ao praticar o crime, estaria "incapaz de entender o caráter ilícito do fato".Ao final dos três anos, um novo laudo psiquiátrico deve ser realizado, para verificar se o réu ainda representa perigo à sociedade. Atualmente, Cadu está detido no Complexo Médico Penal do Paraná, em Piraquara (região metropolitana de Curitiba).
Na madrugada de 12 de março de 2010, Cadu invadiu o sítio onde a família de Glauco, em Osasco (Grande SP), e matou pai e filho com quatro tiros cada um.
Cadu frequentava a Igreja Céu de Maria, fundada por Glauco em meados dos anos 90 e que segue os rituais do Santo Daime, incluindo a ingestão do chá de ayahuasca, planta alucinógena.
O assassino se dizia um profeta e afirmava que sua missão era revelar ao mundo que seu irmão era a reencarnação de Jesus Cristo na Terra, motivo pelo qual foi à casa da família de Glauco naquela noite e acabou atirando no cartunista e no filho dele.
"Ele supunha operar um feito bíblico, movido por alucinações, visões, misticismo e, claro, por uma predisposição genética à esquizofrenia paranoide, a qual foi ganhando musculatura por conta do consumo imoderado de substâncias alucinógenas, do fanatismo religioso e da crença no sobrenatural", afirma o juiz federal Mateus de Freitas Cavalcanti Costa, na sentença.
Informações Folha Online
Classificação Indicativa: Livre