Justiça

Vice-procuradora do MPT na Bahia diz que órgão “não aplicaria” nova portaria do trabalho escravo

Séfora Char concedeu entrevista ao programa Pauta Livre, que vai ao ar na WebTV do BNews   |  Reprodução // Pauta Livre

Publicado em 25/10/2017, às 20h59   Reprodução // Pauta Livre   Rafael Albuquerque

Em entrevista ao programa Pauta Livre, que vai ao ar na WebTV do BNews, a vice-procuradora-chefe institucional do Ministério Público do Trabalho na Bahia, Séfora Char, fez duras críticas à polêmica portaria do governo federal que dificulta a caracterização do trabalho escravo e a punição às empresas que contratam trabalhadores nessa situação.  
Séfora condenou a parte da portaria que limita a caracterização do trabalho escravo à existência de cárcere privado. “O trabalho escravo pode ser definido pela pressão psicológica, pela pressão econômica, retenção da documentação, servidão por dívida”.

Em outra parte da entrevista, a vice-procuradora-chefe institucional do Ministério Público do Trabalho na Bahia se posicionou de forma contundente contra a portaria, que foi pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). Questionada sobre o cumprimento da portaria, caso realmente entre em vigor, Sérora foi enfática: “o Ministério Público do Trabalho não aplicaria a portaria, porque ela é completamente inconstitucional, fere a Constituição, fere os tratados internacionais”.

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Questionada, por fim, se isso não causaria uma crise institucional, foi enfática: “quem cumpre, mais que o MP, a última palavra sobre a portaria é o STF. Se for reeditada outra portaria, novamente será ajuizada outra ação e o STF vai ajuizar de novo”. Confira a entrevista na íntegra abaixo:

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