Justiça
Publicado em 26/10/2017, às 11h50 Reprodução Redação BNews
O pleno do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) julgou, nesta quarta-feira (25), as duas representações criminais feitas pelos irmãos Félix Mendonça Júnior (PDT) e Andrea Mendonça contra o deputado estadual Marcelo Nilo (PSL), que pertencia aos quadros do PDT. Os desembargadores entenderam que não houve crime contra a honra ou ofensa verbal por parte de Nilo ao criticar os irmãos Mendonça.
Ex-secretária de Desenvolvimento, Trabalho e Emprego de Salvador, Andrea Mendonça (PDT), processou Nilo por ofensa verbal. Para isso, a ex-vereadora da capital baiana contratou o renomado advogado Gamil Föppel para mover a ação contra o parlamentar desafeto do seu irmão Félix Júnior. O atrito que motivou a representação criminal ocorreu durante uma reunião do PDT na Mouraria, em janeiro de 2015, quando Nilo teria se dirigido à Andrea utilizando palavras de baixo calão. Após o caso, Nilo negou que tivesse ofendido a então secretária do prefeito ACM Neto.
No caso do deputado federal Félix Júnior, na mesma reunião, Nilo admitiu, em entrevista concedida na época, ter elevado o tom com o ainda pedetista. "Eu discuti com o irmão e foi uma discussão dura, porque infelizmente ele não respeita as posições diferentes da dele. [...] Você debater com Félix Mendonça é difícil. Eu debato com várias pessoas. Ele não. Ele age por ser rico, por ser dono de empresa, ele compra as pessoas. E comigo, amigo, eu enfrentei Antônio Carlos Magalhães que era quase um deus na política. Eu fiquei quase 17 anos na oposição enfrentando deus e o mundo, imagine Félix Mendonça que não tem tradição política", relatou Marcelo Nilo.
A declaração de Nilo de que Félix Júnior "compra as pessoas" motivou a ira do presidente do PDT baiano.
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