Justiça

Fecomércio-RJ pagou R$ 50 mil a Gilmar Mendes, aponta Lava Jato

Ex-presidente da entidade foi solto pelo ministro na última sexta (1º)  |  Roberto Jayme/Ascom/TSE

Publicado em 07/06/2018, às 06h24   Roberto Jayme/Ascom/TSE   Redação BNews

Investigadores da Lava Jato no Rio de Janeiro estão intrigados com uma descoberta. A quebra do sigilo fiscal da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) detectou um pagamento de R$ 50 mil ao Instituto Brasiliense de Direito Público, que tem como sócio-fundador o ministro Gilmar Mendes. A transação ocorreu em 2016.

Na última sexta-feira (1º), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) tirou da prisão o ex-presidente da Fecomércio Orlando Diniz. Agora, o Ministério Público Federal (MPF) quer que Mendes seja impedido de atuar em casos relacionados ao empresário.

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De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o Instituto Brasiliense de Direito Público teve uma série de eventos apoiados por patrocínio da federação presidida por Diniz. Dos eventos do IDP de 2015 até 2017, pelo menos três foram patrocinados pela Fecomércio-RJ: um no Rio de Janeiro e dois em Lisboa.

No ofício enviado à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, é citado que Mendes se declarou impedido em processo sobre questões patrimoniais com a Fecomércio como parte e o escritório de advocacia Sérgio Bermudes como representante legal.

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