Justiça

Recurso de Raquel Dodge ao STF acelera lobby de associações por manutenção de auxílio-moradia

No caso do Conselho Nacional de Justiça, ao menos três integrantes foram consultados  |  Folhapress

Publicado em 01/12/2018, às 08h33   Folhapress   Redação BNews

A decisão da procuradora-geral, Raquel Dodge, de recorrer ao Supremo para manter o auxílio-moradia de integrantes do Ministério Público acelerou lobby de entidades de classe que tentam convencer os conselhos de suas categorias a regulamentar, ainda este ano, o pagamento do benefício. A informação é da coluna Painel, da Folha. 

Conforme a coluna, a Associação Nacional dos Procuradores da República já iniciou peregrinação pelos gabinetes do CNMP –nove integrantes foram consultados e se mostraram dispostos a debater o caso em 2018.  Na decisão em que suspendeu o auxílio-moradia, o ministro Luiz Fux, do STF, determinou que os conselhos de cada carreira ditassem novas regras para o benefício. Por isso, a campanha que está em curso no Conselho Nacional do Ministério Público também ocorre no CNJ, que vai tratar da norma para juízes.

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No caso do Conselho Nacional de Justiça, ao menos três integrantes foram consultados. Eles, porém, deram sinais de que vão sondar o presidente do colegiado e do Supremo, Dias Toffoli, antes de estimular a ofensiva dos juízes.  As entidades de classe dizem que não têm a expectativa de retomar o pagamento irrestrito do auxílio de R$ 4,3 mil, mas conseguir ao menos que juízes e procuradores que atuam em locais onde o custo de vida é alto ou que não têm imóvel funcional recebam ajuda financeira.

Independentemente do resultado da briga pela preservação do auxílio-moradia, juízes e procuradores já acertaram que, no ano que vem, vão trabalhar para que o Congresso aprove a indenização de valorização por tempo de magistratura e de Ministério Público.

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